Desporto

Alma Lusitana

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Luís Miguel Martins começou com uma vitória pela margem mínima no difícil terreno do Alba, seguindo-se um record de seis vitórias consecutivas no Campeonato Safina. No seu percurso, o técnico acabou por sofrer apenas uma derrota, fora de portas e diante do Esmoriz.

Pode fazer um rescaldo da época?
Eu ingressei no Lourosa passado três meses de ter começado a época, à sétima jornada. Eu já era conhecedor do campeonato, um campeonato extremamente difícil este ano com muitas equipas apostaram para subir, planteis muito valiosos mas penso que o Lourosa foi a equipa mais equilibrada ao longo da época, não teve altos e baixos. Foi uma equipa que encarou sempre os jogos com seriedade, não quer dizer que as outras equipas não tenham encarado mas o beira mar, o são João de ver, o união de lamas perderam alguns pontos com os últimos classificados, coisa que não aconteceu com o Lourosa e depois no confronto direto o Lourosa foi superior a essas equipas, fomos ganhar a Aveiro, empatamos em casa com o São João de Ver mas fomos ganhar a Lamas e penso que isso fez toda a diferença, o equilíbrio que o Lourosa conseguiu manter ao longo da época.

Nesta luta pela subida qual foi o jogo que mais o marcou? Pela positiva e pela negativa?
O jogo que mais me marcou foi o jogo contra o
União de lamas porque, como é óbvio, eu tinha sido treinador do União de Lamas, tinha começado com o União de Lamas e regressar a Lamas com o Lourosa e ganhar o jogo foi espectacular. Foi o jogo que mais me marcou.
Pela negativa foi a primeira e única derrota que tive ao serviço do Lourosa que foi o jogo do Esmoriz porque não gosto de perder e a gente jogava sempre para ganhar e como foi a poucas jornadas do fim a primeira derrota esse jogo ficou marcado pela negativa. Penso que o ponto negativo foi esse.

Ter nas mãos uma equipa tão forte e tão cara como o Lourosa é uma responsabilidade acrescida para si?
Eu aprendi desde muito novo, que joguei no FC Porto nas camadas jovens, a ganhar e a não ter medo de assumir para ganhar. Quando vim para Lourosa o que me foi pedido foi que tínhamos três objectivos e tentar vencer os três objectivos mas o campeonato era quase prioritário porque era quase uma obrigação ser campeão pelo Lourosa, e eu aceitei porque eu conhecia o plantel, falaram-me do projecto em si, eu vi que tinha muitas possibilidades de ser campeão. Eu depois de ter feito sétimo classificado, quinto, terceiro, segundo, necessitava de ser campeão aqui nesta divisão e aceitei o desafio sabendo que ia ser muito difícil, que ia ser uma pressão muito grande porque quem joga para ganhar tem mais pressão que quem joga para perder ou para empatar. Há equipas que o empate já é bom, o Lourosa não. Tinha que ganhar os jogos todos e encarei isso.

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