Desporto

Maior goleador da história do “clássico” FC Porto-Benfica é de São Paio de Oleiros

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Até à próxima sexta-feira, dia de mais um clássico do futebol português, já se contabilizaram 83 jogos entre FC Porto e Benfica (contabilizados apenas os jogos com os “Dragões” como anfitriões.

Segundo o site oficial do FC Porto, António Henrique Monteiro da Costa, um médio/avançado nascido a 20 de agosto de 1928, em São Paio de Oleiros, concelho de Santa Maria da Feira, entre as épocas 1949/50 e 1961/62 jogou por 328 vezes com a camisola dos “Dragões” e marcou 96 golos. Chamavam-lhe Homem-Canhão e participou nas conquistas de dois Campeonatos Nacionais (1955/56 e 1958/59) e duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58).

Em 11 FC Porto-Benfica marcou oito golos, o que lhe dá o título de maior goleador nesse confronto, para a mais importante prova do futebol nacional. Bisou no duelo de 1950/51 e depois, já nas Antas, apontou mais seis golos aos lisboetas, entre as temporadas 1952/53 e 1957/58.

“Atleta pundonoroso, enérgico e esforçado. António Henrique Monteiro da Costa é, incontestavelmente, um dos elementos mais representativos do futebol – no nosso Clube e no Desporto Nacional”, lê-se, numa publicação datada de 1960. O Homem Canhão jogava em qualquer posição (só lhe terá faltado a baliza) e é uma espécie de protótipo do chamado jogador “à Porto”. Foi capitão durante vários anos e ainda treinador interino e treinador adjunto nos anos 1970. Faleceu em agosto de 1984.

Monteiro da Costa, que foi por quatro vezes internacional português – num tempo em que os jogos de selecções eram muito mais raros –, foi contemporâneo do guarda-redes Barrigana, de Miguel Arcanjo, Hernâni, Jaburu, José Maria Pedroto e Virgílio, o leão de Génova.