Desporto

O Tatami aos pés de Gabriela Lima

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Ainda é uma modalidade desconhecida de muitos mas, em Portugal, está a ganhar cada vez mais adeptos. O Jiu-jitsu é uma arte marcial japonesa que utiliza técnicas de golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar e dominar um oponente.

“Em Portugal o número de praticantes na modalidade tem vindo a evoluir muito. Eu lembro-me de ter começado com uma turma pequena, estamos a falar de sete/oito alunos e neste momento devemos estar com vinte alunos. Deu um passo louco em Portugal e espero que continue”, explica ao Jornal N Gabriela Lima, 15 anos, praticante da modalidade há cerca de três anos, para depois acrescentar que “isto aconteceu porque as pessoas começaram a tomar mais conhecimento dos talentos que temos nesta área”.

“É um desporto bastante parecido com o judo mas tem algumas regras diferentes, uma delas é o facto de ter mais submissão, ou seja, o objectivo é ou ganhar por pontos ou conseguir posições para conseguir pontos ou conseguir finalizar o adversário e pô-lo de um modo a que ele não consiga sair de lá e que desista. Um combate pode durar dos quatro aos seis minutos, tem um árbitro e é praticado num tapete, o ‘tatami’”, explica a lutadora.

É Lourosense de gema mas pratica a modalidade no clube Focus Jiu-jitsu, em Matosinhos. Está no 9º ano e treina pelo menos três vezes por semana com Pedro “Paquito” Ramalho, o primeiro campeão mundial nacional de Jiu-jitsu. Afirma que é fácil conciliar o desporto com os estudos e, desde que começou com a prática desta arte marcial, participou em todas as provas nacionais, e não só.

“Existem três competições nacionais oficiais, o Grand Slam, o Open e o Nacional de
Jiu-jitsu. O nacional e o Open são em Lisboa e o Grand Slam vai ser agora em Junho e é sempre em Matosinhos, sempre no norte”, diz Marcelo Lima, pai da atleta e responsável pelo “bichinho” da jovem por artes marciais.

“Em 2016, o primeiro ano em que competiu, foi medalha de prata no Open, foi medalha de ouro no Grand Slam e foi medalha de bronze no campeonato português, que foi o primeiro torneio que fez”, afirma Marcelo. Os restantes anos foram sempre premiados.

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