Desporto

Sanguedo – Um clube de Cara Lavada

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De 1975 até 2018 o Sanguedo percorreu um grande caminho. Conheceu o sabor das vitórias mas também sentiu o sabor amargo das derrotas. Mas esta é uma história comum a todos os clubes sem exceção e, hoje, algumas décadas depois a vitória para o Sanguedo tem porém outro formato. O clube profissionalizou-se, o espaço foi alargado, o campo está relvado e todos os dias cerca de 120 crianças, entre rapazes e raparigas, todos juntos promovem o futebol. Mário Lima, presidente do clube que termina agora o seu mandato, cedo percebeu que o futebol distrital está a mudar. A presença massiva dos sócios, os cachecóis e as bandeiras afastaram-se dos estádios. Hoje, são as crianças e suas famílias que enchem as bancadas e trazem , todos os dias, movimento ao clube. No final destes dois anos, para Mário Lima, a sensação é de missão cumprida. Um projeto construído que visa assegurar o futuro do clube. “Para sermos um clube de formação há uma série de requisitos e, neste momento, há uma candidatura em curso que mais dia, menos dia, pensámos vir a conseguir”, afirma o presidente.

Competição aos 13 anos
“Tentamos incutir nos treinadores, nos atletas e nos próprios pais, aquilo que hoje em dia, até mesmo a Associação de Futebol de Aveiro faz questão de lembrar. O futebol até aos 13 anos não é um futebol de competição é, sim, um futebol de formação. As caraterísticas de um jogador de futebol só se revelam com o futebol de 11. Só nessa altura podemos dizer se o jogador tem personalidade ou raça na posição que joga”.

Quantos mais, mais
“O futebol em si mudou muito nestes últimos anos. Hoje em dia para muitos clubes o mais importante ter muitos atletas para se ter rentabilidade. Hoje em dia todos os clube têm uma mensalidade que os miúdos pagam e uma coisa é ter 100 outra é ter 200 ou 300 e infelizmente isso está a acontecer muito neste meio. Não podemos negar que a quantidade não é importante porque com a quantidade temos mais poder de escolha, mas o excesso é prejudicial para os próprios atletas.”

Excesso de atletas esconde talentos
“O Feirense, o Lourosa e o Fiães são os clube que mais jovens nos retiram. Têm outra imagem, outra força e uma pujança mais forte em termos de futebol sénior. E, isso arrasta os atletas que têm ambições de subir e estarem mais perto do sucesso. Mas o que acontece na maioria das vezes não é isso. O número exagerado de atletas por escalão faz com que nem o melhor treinador do mundo consiga prestar atenção a todos. Há atletas que ficam escondidos e que noutras equipas poderiam estar a competir”.

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