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Alvará de utilização em Fiães gera discórdia

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Ainda dentro da discussão camarária, foi trazido para cima da mesa a conceção de um alvará de utilização a “uma unidade fabril da Zona Industrial do Monte Grande”, em Fiães, cuja laboração é “desconhecida” pela Câmara Municipal, com área de 34 metros quadrados. “Ali apenas se produz tojo (…) O que existe hoje, ali, é um stand de vendas, e não uma unidade fabril, já que não desenvolve mais nada. Esta é uma chamada de atenção factual. É um crime verificarmos esta situação, e nada fazermos perante ela. Houve aqui habilidade utilizada pelo empresário. A Câmara Municipal deveria anular o alvará de utilização e avançar com o direito de reversão do lote” – enunciou António Bastos, vereador socialista. Emídio Sousa informou que a Câmara “não poderia” avançar com a anulação do alvará, e Helena Portela, vereadora do pelouro da Administração e Finanças, interveio. “O vereador António Bastos não leu a totalidade do documento. Foi autorizada uma indústria do tipo três ou armazém no local, pelo que não há qualquer ilegalidade no processo” – concluiu a vereadora. Na resposta, António Bastos pediu “cuidado” na averiguação da situação. “Sejamos sérios: espero que isto não se torne muito público, porque é vergonhoso termos uma fábrica a produzir tojo com 34 metros quadrados de área. Deve ser a única no país… É uma situação de efeito duvidoso, e a Câmara Municipal deve averiguá-la com todo o cuidado”- aconselhou o vereador socialista.