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Celebração do Dia Internacional da Mulher com Cristina Tavares

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Sessão pública transmitiu divulgação de novas informações sobre o caso de Cristina Tavares e uma compilação de vídeos de apoio por parte de atrizes portuguesas

 

Na passada manhã do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma sessão pública foi organizada na sede do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN) sobre “o papel das trabalhadoras corticeiras na luta pela igualdade salarial e a efetivação dos seus direitos”. A reunião contou com várias entidades presentes, entre elas a trabalhadora Cristina Tavares; o Presidente do SOCN, Alírio Martins; o Secretário Geral da CGTP, Arménio Carlos; a coordenadora da Comissão para a Igualdade da CGTP, Fátima Messias, e ainda alguns representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos como Marina Albuquerque.

“Resolvemos realizar esta sessão pública, neste dia, porque queremos lembrar a luta que se fez e que durou durante 15 anos para se acabar com a discriminação salarial entre homens e mulheres neste setor”, explicou o Presidente do SOCN. No entanto, “Hoje estamos a detetar outros problemas relacionados com essa mesma luta: há menos mulheres a trabalhar e existe mais resistência em empregar mulheres no setor da cortiça”. Alírio Martins referiu ainda as alterações nos horários tradicionais de trabalho (08h00 – 17h00) do setor, “Há operários que trabalham de noite e de dia e, em alguns casos, as empresas tentam estender até ao fins de semana”. Esta mesma situação, na sua consideração,  cria uma “desregulação na vida familiar dos trabalhadores” e que “Há muitas pessoas no Hospital São Sebastião que possuem problemas do foro psicológico e a grande maioria, por acaso, são as mulheres”.

Na sua curta intervenção, Cristina Tavares afirmou que “Estou convencida que vou conseguir recuperar o  meu posto de trabalho, acho que se vai fazer justiça e essa vai-me dar a razão”. Questionada sobre que tipo de exemplo poderá dar a outras mulheres na mesma situação, a trabalhadora corticeira respondeu que “Espero passar o exemplo para elas não desistirem, para lutarem por aquilo que querem e que sigam o meu exemplo. Lutem e nunca desistam”.

 

Novas informações

Cinco autos foram levantados pela ACT contra a Fernando Couto – Cortiças, um deles após o despedimento de Cristina

Na passada terça-feira, 5 de março, a Inspetora Geral do Trabalho “foi ouvida na Assembleia da República relativamente a este processo”, sobre a qual se obteu o conhecimento que a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) efetuou cinco autos a este processo contra a empresa corticeira. Devido à carência de informações especifícas, o Jornal N teve conhecimento de que, pelo menos, um dos autos levantados pela ACT foi efetuado após o segundo despedimento de Cristina Tavares. O jurista do processo contra a empresa Fernando Couto – Cortiças S.A, informou que “O último dos processos, pós-despedimento que entedemos como ilícito, a ACT entendeu também que a demissão da trabalhadora é abusiva. Simplesmente, (…) não havia fundamento legal para o despedimento”.

 

Leia mais na edição impressa do Jornal N.