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Centro Social de Arrifana continua com contas penhoradas

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O Centro Social e Paroquial de Arrifana (CSPA) tem ainda as suas contas penhoradas, tendo sido condenado pelo tribunal, em Outubro de 2018, a pagar uma certa quantia às trabalhadoras. A situação é denunciada numa carta aberta por Vítor Hugo Pinho, marido de uma das funcionárias da instituição, que conta que, “como a decisão era do início de Outubro” e, no início de Dezembro, as trabalhadoras ainda não tinham recebido o dinheiro que o CSPA tinha sido obrigado a pagar, as mesmas terão avançado com “um pedido de penhora” às contas. “O CSPA recorreu da sentença e como nunca quis pagar às trabalhadoras, dispôs-se a depositar na Caixa Geral de Depósitos à ordem do Tribunal o valor em que foi condenado para assim poder privar as trabalhadoras mais uns meses do dinheiro que lhes deve há quase 10 anos” – lê-se no documento. O queixoso afirma ainda que, no processo actual, “o presidente do CSPA sempre foi parte do problema e nunca parte da solução, foram-lhe feitos vários apelos ao diálogo, e o Sr. Padre sempre recusou, e esta actuação levou à situação actual” – considera. E os avanços não ficam por aqui. “Por razões que ainda não estão esclarecidas, em 17 de Dezembro de 2018, chegou à conta das funcionárias um valor inferior ao que está definido na sentença” . lê-se. “Dando sequência à proliferação de mentiras que se tem levado a cabo nos mais variados locais, nesse dia, 17 de Dezembro de 2018, ainda as funcionárias não sabiam que tinham parte do dinheiro na conta e já os representantes do CSPA reuniam com as restantes trabalhadoras a comunicar mais mentiras. Os representantes da instituição acusaram as trabalhadoras de terem feito uma penhora depois de já terem recebido, o que é falso, curiosamente um dos representantes do CSPA é advogado e sabe perfeitamente que uma penhora não se faz de um dia para o outro” – reforça Vítor Hugo Pinho.

 

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