Concelho

Comandantes dos Bombeiros avisam para a proibição de “queimas”

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Jorge Coelho, comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira, apelou à população para que não tenha comportamentos de risco numa altura em que as condições meteorológicas exigem cuidados.

O comandante dos bombeiros voltou a ressalvar a proibição do “uso do fogo, muitas vezes para tratar os sobrantes hortícolas” durante o período crítico de incêndios, que voltou a ser prolongado até ao dia 31 de Outubro.

Sobre o fim-de-semana que se revelou catastrófico no país, o comandante assinalou “as ocorrências no concelho” mas sem comparação “ao que se passou em concelhos vizinhos”, mas lembrou que as chuvas que se fizeram sentir não são suficientes e que não é seguro fazer qualquer tipo de queima nestas condições.

De recordar que o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta implica a proibição de fumar, fazer lume e fogueiras ou queimas e queimadas nas florestas. Também José Carlos Pinto, Comandante dos Bombeiros de Lourosa resumiu o que se passou no fim-de-semana no concelho, “tirando a situação de Guisande e Lobão, que fica na área de actuação dos Bombeiros de Arrifana, fomos importando os incêndios de Vale de Cambra, de Gaia, e da Lomba, de Gondomar, nestas áreas limítrofes. Arderam cerca de 100 hectares sem danos de maior, quase insignificantes quando olhamos para o retrato do país, mas muito trabalhosos porque obrigaram a uma gestão dos meios, já que estávamos a apoiar Arouca, Vale de Cambra e Castelo de Paiva, o domingo foi um dia muito complicado” – contou. José Carlos Pinto voltou a apelar a todos para que “cumpram escrupulosamente a lei, não há espaço para negligências ou descuidos” – avisa. “Vamos ter como exemplo o caso daquele senhor em Lobão que morreu por causa de uma queimada que ele achou que conseguia controlar”. José Carlos Pinto avisa que a chuva é pouca face à seca dos territórios e sublinha que depois de ultrapassado o período crítico “é que é altura para a gestão de combustíveis e limpezas. Nessa altura, devem procurar ter as zonas bem limpas, ter meios perto para evitar a propagação e contar com o apoio dos bombeiros.

Joaquim Teixeira, Comandante dos Bombeiros de Arrifana, esteve no comando do combate do incêndio de Guisande e Lobão. “Em termos de área ardida foram 55 hectares, mas também estivemos a apoiar o incêndio em Vale de Cambra” – diz.

Joaquim Teixeira lembra que ainda se esperam altas temperaturas, e insiste na proibição de queima de sobrantes, “há pessoas que sempre fizeram a queima de sobrantes nesta altura, e continuam a fazer, mas não pode ser. Vejam o caso do senhor que acabou por falecer em Lobão, apagamos um fogo de uns 100 metros quadrados e ele estava lá no meio. Com estas condições de humidade baixa, ventos e temperatura alta, as pessoas têm de mudar os seus comportamentos” – diz. O Comandante de Arrifana defende o mesmo que os colegas da Feira e Lourosa. “Continuamos disponíveis para apoiar qualquer gestão de combustíveis quando ultrapassarmos a fase de período crítico, agora, as pessoas têm que se consciencializar que as estações do ano estão indefinidas, têm de mudar de atitude” – avisa. “Nós preferimos estar ao lado da população a controlar a gestão de combustíveis do que a combater o fogo” – insiste.