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Danças urbanas na Feira

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Festival trouxe uma “casa” às Danças Urbanas

Durante os passados dias 9 e 10 de Novembro, o Loop – Festival de Danças Urbanas assumiu o controlo do espectro cultural feirense, e chamou para cima do palco as Danças Urbanas, dando-lhes o espaço, exposição e visibilidade de que tanto carecem.

No ano em que se assinalou a segunda edição da iniciativa, o Loop dividiu-se em dois grandes momentos decisivos: os workshops de Sampling, orientados pelos vários coreógrafos, e a Noite no Teatro, onde os vários artistas tomaram o Cineteatro António Lamoso “de assalto” para se expressarem através da sua linguagem, gestos e ritmos, contabilizando um total de quatro performances, três delas nacionais, e uma outra espanhola.

A primeira peça a subir a palco contou com a direcção e coreografia de Renato Garcia, sob o título “In(sane)”. A performance explorou as falsas promessas do capitalismo, num espaço onde os sons comerciais passaram a ser o ruído que caracteriza uma revolta, numa fascinação nostálgica, onde o corpo é urbano, mas as sensações são de cariz alucinatório e transportivas. Foram quatro os corpos que deram acção às ideias e uniram a dança e a música, num clima urbano inspirado na cultura Vaporwave. De seguida foi a vez de Aina Lanas, com “Aye-nah”. A coreógrafa espanhola trouxe para Santa Maria da Feira uma peça de dança baseada numa história pessoal, na confissão de uma mulher, feita através das suas vozes interiores. Num Mundo que se aproxima, cheio de medo e dúvidas, Aina encontrou a sua figura num manequim sem braços, lutando com uma mente oprimida e com uma imensa necessidade de se deixar ir, e sentir alguma paz. A terceira performance foi da autoria das Orchidaceae, que trouxeram a palco “Sacred Geometry – A Meditative State”, onde valores como a solidão e a exposição constante aparecem espelhados.

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