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Dia dos namorados: As aventuras digitais de amores virtuais

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Longe vão os tempos das histórias de amor de perdição, com o ímpeto fatalista medieval. Hoje o amor não passa ao lado dos telemóveis da Internet das redes sociais. Mas se a World Wide Web é o Cupido de muitos casais, também é motivo de discórdia e desilusão para outros tantos. O Jornal N foi conhecer o amor do século XXI e o que distingue o romance do “conto de fada” do amor virtual.

 

Ana tem 19 anos, vive em S. João de Ver e como qualquer jovem da sua idade já teve um relacionamento que começou online. “Conhecemo-nos nas aplicações para conhecer pessoas, numa brincadeira e ele é que propôs que passássemos para o Facebook. Daí partimos para descobrir todas as redes sociais, passamos para o WhatsApp, procuramos o Instagram um do outro, e depois é que começamos a falar, todos os dias as chamadas eram até às duas ou três da manhã”.
Essa era uma das formas de encurtar distâncias, ela em Santa Maria da Feira, ele no Algarve. “Passávamos o dia ao telefone, durante o dia não, porque estávamos os dois a estudar e não tínhamos tempo. Mas à hora de almoço era certinho que ficávamos a hora de almoço a conversar e depois à noite normalmente sabíamos a vida toda um do outro, falávamos sobre tudo. Como é que correu a escola e os exames, e os problemas pessoais todos, e depois todas as lamechices dos namorados” – afirma.
“Nós falávamos tanto por vídeo chamada que até conheci a família dele por vídeo chamada, aliás começamos a namorar numa brincadeira assim. Quando eu estava ao telefone com ele, a minha mãe entrou, e ele chamou a minha mãe de sogrinha, foi assim que ele me pediu em namoro” – conta.
Apesar da distância, o objectivo do casal era “juntar trapinhos”, “passados alguns meses ele veio ter comigo pela primeira vez. Conhecemo-nos pessoalmente no segundo dia da Viagem Medieval, ele veio de surpresa, e a minha mãe veio avisar-me que ele cá estava, nem acreditei. Mas depois não nos largamos toda a semana, ele veio sozinho mesmo para estar comigo” – lembra.

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