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Espaço para os “Direitos na Deficiência” na Casa Ozanam

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No passado dia 19 de Outubro, o I Encontro Cidadania e Direitos na Deficiência tomou conta do Auditório da Casa Ozanam, em São João de Ver, para um dia recheado de palestras, debates e discussão em torno dos desafios que não só o futuro, mas também o presente, reservam. A primeira metade da manhã esteve reservada à abertura do certame, e a primeira intervenção teve como mote “As Acessibilidades e Tecnologias de Apoio”, tendo sido protagonizada por Carla Oliveira, do Departamento de Acção Social da Secção de Desporto Adaptado do FC Porto. “As barreiras que existem não são unicamente arquitetónicas, mas também têm a ver com comportamentos e cidadania. Vinda de Lourosa, notei uma diferença grande nas Acessibilidades quando fui morar para o Porto. Existe um grande trabalho a ser feito, e as próprias mentalidades têm de ser trabalhadas: tanto das pessoas sem deficiência, como das pessoas com deficiência” – afirmou a responsável.
De seguida, foi debatida a relação entre a “Deficiência e o Emprego”, reforçando a igualdade de oportunidades na diferença. A intervenção foi conduzida por Juliana Fernandes, do GIP Inclusivo da ADFA. “Antes de anunciar medidas, é necessária orientação e avaliação. As pessoas chegam até nós com uma ideia pré-concebida, que não sabem o que fazer da vida, e só depois são encamninhados. Nós ajudamos a conhecer e a reflectir. Existem várias medidas para integração pública ou privada, e em muitos casos temos técnicos que acompanham todo o processo”- disse. O “Papel do Estado” também foi alvo de reflexão, pela voz de Lia Ferreira, vereadora da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Na sua intervenção, a Arquiteta reforçou o “percurso de séculos” da história da deficiência e da forma como a sociedade a interpreta. “Chega de andarmos aqui com paninhos quentes. Nem sempre sou pacífica e tranquila, sou até extremamente desagradável nesta matéria, mas chega de festas. Nós queremos acções, queremos usufruir de todos os bens e serviços do território. Começamos a querer conquistar o nosso espaço na sociedade, e as medidas vão sendo implementadas com base nos anseios da população”- declarou a vereadora. Houve ainda tempo para a intervenção de Rui Machado, mestre em Psicologia Clínica, que abordou a Sexualidade na deficiência. “Este é um tema importante, e é bom que seja discutido no espaço público. Temos de acabar com a mitologia da normalidade, e promover uma real e efectiva diversidade humana: e isso engloba a reflexão sobre conceitos como beleza, prazer e, claro está, a própria sexualidade” – considerou o responsável.

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