Concelho

ETAR da Remolha com nova gerência

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Também circunscrita na discussão camarária esteve a ETAR da Remolha, equipamento que, nos tempos mais recentes, tem gerado contestação e alertas de vários munícipes pelos “cheiros nauseabundos” que se fazem sentir no local. O assunto suscitou, unclisve, a participação e intervenção massiva de vários munícipes numa das mais recentes sessões de Assembleia Municipal. Dadas os contornos actuais que o tema conhece, Emídio Sousa participou numa visita à ETAR onde, garante, testemunhou um “funcionamento regular”. “Estivemos cerca de uma hora a assistir ao funcionamento da ETAR, e verificamos que tudo acontecia com regularidade. Não detectamos nenhum problema no equipamento”- afirmou o Presidente da Câmara. Margarida Gariso, vereadora socialista, interrogou o edil sobre aquilo que teria sido feito, tendo em vista a extinção dos “maus cheiros”. “Explicaram-nos que teriam contratado uma empresa diferente para gerir o equipamento, através de um concurso público. Assim, a manutenção mudou, assim como o processo do arejador”- avançou Emídio Sousa, e acrescentou – “Isto não quer dizer que não possam voltar a acontecer incidentes. Os esgotos são esgotos, e há coisas que as próprias pessoas continuam a depositar no sistema, que muitas vezes causam estes problemas graves: pontas de cigarros, fraldas, ou até pensos higiénicos”. Margarida Gariso apontou problemas à “monitorização”. “Este problema não pode demorar tanto tempo a ser resolvido. É uma questão de fundo, que tem a ver com a capacidade que a ETAR tem para receber os efluentes que recebe. A monitorização está a falhar, e o Município teria todo o interesse em garantir que este equipamento não volta a falhar”- considerou a vereadora socialista. Da parte dos socialistas, também António Bastos deixou clara a sua posição. “Registo que a Municipal confirmou em Outubro aquilo que verifiquei em meados de Agosto. Creio que a maior mudança aqui não terá a ver com a concessionária, mas sim com o melhoramento do arejador. Já se chegou à triste conclusão de que será necessária uma requalificação da ETAR, no fechamento dos tanques de arejamento e criar condições para que se evitem os maus cheiros. A ETAR ainda é um equipamento da Câmara Municipal, não é da SIMRIA ou das Águas do Centro, que não quererão assumir a responsabilidade de investimentos futuros. A Câmara Municipal tomou uma decisão leviana em ‘arrastar’ a localização da ETAR para o local onde actualmente se encontra, e tem sérias responsabilidades por aquilo que fez mal”- disse o vereador do PS. As afirmações não encontraram concordância em Emídio Sousa, que garantiu que o equipamento teria sido entregue à SIMRIA “há já vários anos”.