Concelho

Falar a Linguagem da Dança

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” Grito das Bailias” foi estreia absiluta na Viagem

A edição de 2018 da Viagem Medieval “aterrou” em Santa Maria da Feira com toda a “popa e circunstância” que lhe é conhecida: desde cuspidores de fogo, a malabaristas, percussionistas e actores, todos os agentes ocuparam o centro histórico fogaceiro trazendo a animação para as ruas, que já em nada lhes são estranhas. No entanto, a 22ª edição do evento trouxe, também, na bagagem, um novo espectáculo, em estreia absoluta, protagonizado por quatro grupos de animação circulante, reunindo 42 bailarinos em cena.
“O Grito das Bailias” começou a ganhar os primeiros contornos em Maio do ano presente, e chegou com forma e cor à Praça da Nau, com os passos de dança certeiros e sem receio de principiante. “Foi-me proposta a criação de um espectáculo que envolvesse os quatro grupos de dança medieval contratados para fazer a animação circulante da Viagem, onde pudessem coexistir no mesmo espaço e apresentar uma linguagem comum. A partir daí, quis assumir a identidade de cada um dos quatro grupos a nível visual, porque a nível de figurinos e cores. No início do espectáculo estamos agrupados com os restantes membros do nosso grupo, mas rapidamente isso se transforma, quando um bailarino do meu grupo procura uma bailarina de um outro grupo e a convida para dançar” – afirma Diana Carneiro, coordenadora do grupo MD5, que compõe o quarteto de participantes.
A dança medieval ganha corpo nesta primeira experiência, que surge acompanhada da mestria musical do Grupo Alvorada Medieval, das Terras de Santa Maria. A actuação parte de uma ligação comum, de um gosto e interesses pela dança e pelos seus agentes. “O mote para a performance é esse mesmo: a mistura e a partilha. O interessante é vermos uma energia que é comum a todos, independentemente de existirem estas quatro entidades diferentes envolvidas. O gosto e a paixão pela dança, acima de tudo, é o que partilhamos em comum”- considera a responsável.

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