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Impasse na Junta de Freguesia de Argoncilhe continua

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Queixa apresentada pelo Partido Socialista foi arquivada pelo Ministério Público. CDS-PP afirma que foram apenas consideradas as provas referentes aos anos de 2016 e 2017. Manuel Santos pondera o cenário de eleições antecipadas.

 

        A situação política em Argoncilhe está longe de estar resolvida. O atual Executivo da Junta de Freguesia viu o plano de orçamentos e atividades, para 2019, a ser reprovado na última Assembleia de Freguesia com a oposição por parte do PS e CDS.

No comunicado enviado pela Junta da Freguesia de Argoncilhe, pode ler-se que os membros do Partido Socialista da Assembleia da Freguesia apresentaram uma queixa-crime contra o Executivo. Em causa, estavam os pagamentos efetuados pela Junta relativos a “tarefas de limpeza de casas de banho públicas, da casa mortuária e Parque de Lazer, abertura e encerramento dos portões do cemitério e serviços de coveiro.” Faz-se nota de que “estas mesmas tarefas são asseguradas pelos cidadãos de Argoncilhe, conforme é de conhecimento público”. A queixa-crime acabou por arquivada. Mais se informa que, no mesmo comunicado, é feita a menção aos “membros da Assembleia da Freguesia do PS e do CDS-PP” que “junto dos meios de comunicação, usaram a aludida queixa-crime como forma de descredibilizar e paralisar a Junta (…) de Argoncilhe e tentar retirar proveitos políticos”. Por fim, “a existência daquela queixa-crime foi utilizada pelo PS e pelo CDS-PP para não aprovar o orçamento (…) para 2019 (…)” o que impediu a Junta de receber a quantia de 27.323 € da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira “como comparticipação para aquisição de equipamento (…)”. Sobre este último ponto, Manuel Santos, Presidente da Junta de Argoncilhe, revelou que os 27.323€ serviriam para a aquisição duma “mini-retroescavadora de marca conceituada”, totalmente equipada. Em declarações, o autarca argoncilhense afirmou também que “Todos os argoncilhences e Executivo perderam, até agora, uma verba de 50% que tínhamos já agendada com a Câmara Municipal para esta máquina.” Uma requisição de documentos foi também solicitada à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) por parte do PS. Sobre o mesmo assunto, Manuel Santos  afirmou ao Jornal N que o Executivo “não tem nada a esconder”, ficando assim a aguardar que o processo se conclua, uma vez que “praticamente todos os documentos” foram requiridos. Sobre o porquê do ‘contra’ sobre o Orçamento para o ano corrente,  Ana Martins – líder da bancada do CDS na Assembleia de Freguesia – justifica o seu voto “por haver anomalias em várias rubricas do orçamento” e por não terem sido aceites nenhuma das propostas apresentadas. “Acusam-nos de não termos apresentado propostas, mas é mentira. Já apresentamos documentos comprovativos do contrário, às pessoas presentes na última Assembleia de Freguesia”, garantiu. O PS, através de Armando Pereira, justifica a oposição uma vez que “as propostas socialistas são aceites, mas depois nunca são cumpridas, por isso, existem poucas possibilidades de haver entendimento para podermos viabilizar este orçamento”.

 

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