Concelho

Lenitudes: “Somos um centro de tratamento oncológico disponível a quem nos procurar”

 | 
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on Pinterest

O futuro faz-se na Lenitudes Medical Center, todos os dias. O Jornal N foi conhecer os tratamentos diferenciados da clínica oncológica onde os equipamentos de topo de radioterapia e medicina molecular permitem diagnosticar a doença entre 24 e 48 horas. A Lenitudes garante que está de portas abertas para colaborações externas para diagnosticar, estadiar e tratar a doença oncológica, colocando o seu equipamento e conhecimento à disposição de qualquer paciente. A directora clínica Ana Castro, e o CEO, Filipe Ribeiro, querem colocar o Know How específico da clínica à disposição dos médicos para garantir que os doentes têm acesso aos tratamentos mais avançados do mundo.

O que é a Lenitudes e o que é que fazem aqui?

Ana Castro: As pessoas podem recorrer à Lenitudes em várias fases, quer para o diagnóstico, estadiamento da doença, e aí o nosso compromisso é diagnosticar e estadiar rapidamente a doença, porque é o período mais complexo para os doentes, o tempo custa mais a passar porque é preciso mais um exame, e depois outro. Se isto for feito dentro de um centro especializado conseguimos fazê-lo entre 24 e 48 horas, porque estamos focados nesse objetivo. Aqui temos todos os equipamentos que o doente necessita para o diagnóstico, e não é preciso estar três ou quatro semanas à espera do diagnóstico. O doente também pode vir na fase de tratamento, e nesta fase temos tratamento muito diferenciado, a questão da radioterapia é claramente uma grande mais-valia porque neste momento este tratamento obriga à deslocação dos doentes da Feira e de toda região de Aveiro, para o Porto ou para Coimbra, muitos não têm condições para o fazer diariamente e normalmente o doente o que faz é tentar ficar alojado na Liga Portuguesa Contra o Cancro, o que nem sempre sendo possível, o impede de iniciar o tratamento imediatamente. Somos já centro preferencial para tratamento de doentes com doença oncológica da ADSE, para toda a região a Norte de Coimbra, inclusive, e também centro preferencial do SAMS Quadros, sendo que também temos protocolos com praticamente todas as seguradoras neste momento.

Falava-me do tratamento diferenciador na área da radioterapia…

A.C.: De facto temos equipamentos muito diferenciados para tratamento por radioterapia. Ao tratar as lesões oncológicas com este equipamento e com estas técnicas, poupamos o tecido saudável à volta da lesão, o que diminui os efeitos secundários do tratamento, uma vez que se garante que o tratamento é mais preciso. Isto significa tratar apenas o que realmente tem de ser tratado e poupar o que não precisa de ser tratado.  Exemplificando, uma doente tem cancro da mama esquerda e que tem algum tipo de patologia cardíaca, o tratamento convencional passaria por fazer mastectomia, porque se a doente tinha patologia prévia cardíaca a radioterapia iria agravar a patologia cardíaca previa por incidir no coração, estas doentes tinham de proceder à mastectomia mesmo com um pequeno tumor. Neste momento, com a nossa técnica de radioterapia e os nossos equipamentos isto ja não é definitivo, podendo ser equacionado tratamento conservador, com tumorectomia, passando estas doentes a ter a mesma oportunidade que as outras.

Este equipamento não está disponível em outros serviços de saúde?

A.C.: Estamos a falar de um equipamento topo de gama da marca em questão, o qual é inclusive utilizado para formação a nível europeu, porque são os mais diferenciados e desenvolvidos, e permitem várias técnicas, desde logo tratamento de radioterapia com intensidade modelada em que podemos seleccionar o espaço do tumor e não o restante. Podemos também realizar radiocirurgia para tratar lesões muito, muito pequenas a nível cerebral, em vez de cirurgia convencional, quando as zonas anatómicas não são acessíveis ou quando a cirurgia inevitavelmente ia causar danos ao doente. E podemos fazer ainda radioterapia com uma dose muito alta em lesões muito pequenas a nível pulmonar, a nível hepático ou a nível ganglionar que podem por si só fazer o tratamento dessa patologia, principalmente para doentes que não têm indicação cirúrgica, ou pela idade ou por outros factores associados, sendo este um tratamento radical.

 

Leia mais na edição impressa do Jornal N.