Concelho

A Marca da Cultura

 | 
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on Pinterest

Contavam-se 14 dias do mês de Novembro do ano transacto quando a autarquia de Santa Maria da Feira anunciava a distinção das Terras de Santa Maria como Capital da Cultura do Eixo-Atlântico. Com o galardão chegaram responsabilidades. Aquela que vinha a ser, ao longo das últimas duas décadas, uma terra fértil em agentes culturais, viu-se na altura colocada num patamar de diferenciação, pela positiva. O reconhecimento chegou com o trabalho, com a educação e dinâmica daqueles que, pelo gosto e pela paixão, entregaram o corpo a uma personagem, a voz a uma citação, os pés ao bailado e, acima de tudo, o coração à arte. Os filhos da terra, e das suas práticas culturais, são vários. Mais do que representar uma capital da Cultura, cada feirense representa uma nuvem. Uma nuvem que só os sobrevoa a eles, e que só eles sabem pilotar. Até porque só os filhos da terra conhecem os cantos à casa, e assim como quem chega é bem-vindo, também quem cá está merece o crédito, pelo nome que carregam aos ombros em cada performance. O Jornal N foi descobrir quantos quilómetros e aplausos cabem na Cultura que cá se faz.
Do Brasil para a Feira: a Viagem
O pai é de Fornos, e a mãe de Arcos de Valdevez, mas acabaria por nascer no Brasil. Paulo Leite é encenador e produtor, marcado de forma singular pelas Terras de Santa Maria e pela sua festa de recriação histórica internacionalmente premiada: a Viagem Medieval. Passar férias em território nacional é algo que lhe é familiar desde 1982, e havia sempre espaço na memória para levar um bocadinho de Portugal consigo. Hoje é cá que faz a sua vida, diferente da que anteriormente conhecia. Depois de ter trabalhado nos sectores da informática, direito e construção, foi no teatro que encontrou a sua casa. O pano abriu de forma espontânea. “Havia um teatro desativado perto da minha loja, no Rio de Janeiro. Uma das formas de promover a empresa foi trazer espetáculos para esse mesmo teatro. Aquilo começou a da tanto resultado que os actores começaram a contratar-me para ser produtor dos peças que iam fazendo” – afirma o encenador.

Leia mais na edição impressa do Jornal N.