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Museu Particular do Benfica recebe visitantes dos quatro cantos do Mundo

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“Costumo dizer que em Paços de Brandão existem dois museus: o do Papel, e o meu”. Para Joaquim Castro, tudo começou com a compra de uma mesa de bilhar. Residente na vila de Paços de Brandão, o adepto reservou um dos andares do prédio onde mora para o dedicar à sua maior paixão: o Benfica. Um T2 alugado ao clube do coração. Foi a “prenda de Natal” que ofereceu a si mesmo. Fundado a 25 de Dezembro de 1997, o Museu Particular do emblema encarnado de Paços de Brandão conheceria a sua data de inauguração oficial cinco anos depois, em 2002, na altura pela mão do presidente Manuel Vilarinho. Três anos depois, em 2005, Joaquim Castro viu entrar, à sua porta, o craque que sempre admirou: Eusébio da Silva Ferreira, um dos mais marcantes rostos da história vermelha e branca fez-se acompanhar de Luís Filipe Vieira, atual presidente do S. L. Benfica, para juntos visitarem o espaço que Joaquim construiu, aos poucos, com o tempo. “Já não acreditava no Pai Natal, então optei por uma mesa de bilhar, era um presente para mim mesmo. Depois a sala da mesa de bilhar tinha que ter uma decoração, e então comecei a decorar o espaço com posters e com a própria história do Benfica. A coisa prolongou-se, até hoje, começou a crescer, a crescer, e comecei a ficar viciado” – afirma o adepto.
Um cachecol ali, um quadro acolá. Aos poucos, o espaço que outrora estava vazio foi sendo pintado a vermelho e branco, com várias faixas, chaveiros, quadros, fotografias, figuras e equipamentos. Com a passagem dos anos, as peças foram-se somando, e hoje em dia o espaço já é “pequeno” para tantas memórias. “Tenho peças para colocar mas nem as chego a colocar num caixilho, não tenho espaço para pendurar tanta coisa” – revela Joaquim Castro. Benfiquista desde os quatro anos, guarda na sua coleção uma peça especial, com um valor sentimental acrescentado. “Numa feira, pedi uma peça do Benfica ao meu pai e ele comprou-me. A minha primeira peça… Não imaginava eu que iria ter esta quantidade de peças. O meu pai nem era benfiquista, nem se falava do futebol como agora se fala, mas ele foi buscar aquilo, e lá me deu. A peça até estava meia perdida lá por casa… a minha mãe acabou por encontra-la, e desde então que a guardo com muito carinho. Para muitos, a peça será só um pequeno emblema, mas para mim é muito mais que isso” – conta o colecionador.

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