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“Objectos com História” – Uma viagem sobre o passado das lembranças

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Livro “Objectos com História” atenta nas mulheres de Sanguedo

 

O livro “Objetos com História – Partilha Sanguedo”, da autoria de Céu Mota, conta as lembranças, histórias e os tempos difíceis que estas mulheres atravessaram na sua infância e adolescência e que, agora, protagonizam uma obra regional. Acompanhado com ilustrações de alunos do Colégio Santa Eulália, o tear era, assim, uma das atividades a que estas personagens se dedicaram (e algumas ainda se dedicam) pelas mais variadas razões: desde a simples imposição dos pais até ao negócio que atravessou gerações.

 

Acompanhado pela assistente da Divisão Social de Santa Maria da Feira, Paula Costa encaminhou o Jornal N até à Dona Albana Amorim. Natural de Sanguedo – terra dos farrapeiros, começou o seu percurso profissional numa fábrica. Após ter decidido casar-se, abandonou o setor fabril e dedicou-se ao negócio de família: o tecer.  Em casa, a par com a mãe viúva, dedicaram uma vida ao tear e a sua avó também já tecia; registo que confere um carácter intergeracional da família na arte. Desde passadeiras a mantas, a Dona Albana, após alguns anos, decidiu abrir o seu próprio negócio com alguma experiência de feirante à mistura; onde aproveitava para comercializar o que produzia. “É uma coisa que eu gosto e sempre gostei, quando me convidaram para fazer parte do livro eu disse logo que sim.” Relembra ainda que trabalhou durante “20 e tal anos no tear, depois fizeram obras na casa e foi da maneira que eu deixei”. Mas não deixou totalmente. A par com a colaboração da Cruz Vermelha de Sanguedo e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, a “Casa das Profissões” nasceu para dar uma renovada oportunidade à Dona Albana. Com 70 anos, teve que aprender, em 2015, a utilizar uma nova máquina de tear e também a “aprender a ensinar” as pessoas que se interessam pela atividade. Hoje, dedica-se à “Casa das Profissões” (na sua terra natal) de forma gratuita e solidária, da mesma forma que aceitou o convite para este pequeno diálogo em sua casa. No entanto, queixa-se do espaço artístico e profissional – onde desenvolve com astúcia a sua arte – devido à localização, mas reconhece que “lá tem muito dinheiro gasto”.

 

Leia mais na edição impressa do Jornal N.