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Os feirenses que estiveram no limiar do perigo durante os incêndios

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Três histórias marcadas pela tensão e pelo medo de vários feirenses que estiveram
no limiar do perigo durante os incêndios do dia 15 de Outubro.

 

As declarações de Inês Barbosa ao Jornal N iam sendo interrompidas por ataques de tosse da jovem capitã da equipa de hóquei em patins da Sanjoanense. Ainda trazia no corpo as consequências de estar cercada por vários incêndios que também chegaram a Oliveira de Frades.
A jogadora de 23 anos, natural de Santa Maria da Feira, conta que durante o jogo da sua equipa com o Oliveira do Hospital o público presente ia abandonando apressadamente o pavilhão, numa partida que foi interrompida por várias vezes devido às falhas de electricidade. “Depois de terminado o jogo e ao sairmos do pavilhão percebemos que estava a haver um incêndio e ficámos com a sensação de que tão cedo não íamos para casa” – revela.


Ricardo Maia e os dois filhos viajaram com um casal amigo – Lígia Lebreiro e Simão Valinho – até Vale de Espinho, concelho de Sabugal, no dia 15 de Outubro. Naquela que seria uma tarde de lazer, a viagem de regresso a Santa Maria da Feira acabou por ser mais do que atribulada.
Em trânsito na A25, a viatura de Ricardo Maia foi obrigada a parar junto à estação de serviço de Vouzela, dado que a via rápido foi cortada após um acidente que vitimou uma jovem de 19 anos que circulava em contramão. A grande nuvem de fumo não deixou ninguém indiferente, nem aos ocupantes da viatura, que levavam consigo uma cadela. “Tivemos de aligeirar a coisa para os miúdos não se assustarem. A ideia foi precisamente não passar a sensação de medo. Felizmente, foi só um susto, mas não deixou de ser constrangedor ver gente que perdeu tudo… a chorar” – revela Ricardo Maia.


Francisco Chaló, treinador da equipa do Académico de Viseu, que na tarde de sábado defrontou o Feirense, para a Taça de Portugal, não permaneceu na cidade onde trabalha, mas na segunda-feira encontrou um cenário devastador, durante a viagem e quando chegou a Viseu. “Encontrei um cenário dantesco à medida que avançava durante a viagem até Viseu. Ardeu tudo”.

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