Concelho

Parecer sobre Milheirós sem unanimidade

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Na passada segunda-feira, 5 de Novembro, o Executivo Municipal reuniu, em contexto de Reunião de Câmara. Na iniciativa foram discutidas várias temáticas, entre elas a habitação social, o galardão obtido pelo Imaginarius Centro de Criação (ICC) na 11ª Conferência Internacional de Turismo Cultural da Europa, a prorrogação de prazos de algumas obras concelhias e a emissão de um Parecer da Câmara Municipal respeitante ao Projecto-Lei que prevê a inclusão da freguesia de Milheirós de Poiares no concelho de São João da Madeira. Na apresentação do ponto, discursou o Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa. “Aquilo que propomos é que seja emitido um parecer desfavorável ao Projecto-Lei em análise, rejeitando todos os seus objectivos” – afirmou. Na resposta, Margarida Gariso, vereadora socialista, notou “algumas incoerências” na matéria, e fez saber que os eleitos do Partido Socialista se iriam abster. “Costuma dizer-se que apenas deseja mudar quem não está satisfeito com a realidade actual, e a causa desse desconforto só pode ser a governação PSD, que sempre liderou os destinos do concelho de Santa Maria da Feira” – considerou Margarida Gariso. Emídio Sousa colocou a tónica na vontade do povo milheiroense, afirmando que esta terá “mudado” desde o Referendo não-vinculativo autorizado pelo Tribunal Constitucional, em 2012. “Em momento algum o Referendo teve carácter vinculativo. É mais do que evidente de que, nesse momento, não existiu a participação das restantes forças partidárias na iniciativa. Santa Maria da Feira tem um carinho muito especial por Milheirós de Poiares, e é hoje uma freguesia dotada de todas as infraestruturas necessárias, ao nível das melhores do Mundo” – disse o Presidente da Câmara. O edil teceu ainda alguns comentários relativos à possível mudança para São João da Madeira. “A mudança para São João da Madeira é conduzida por um grupo de pessoas que tem feito um trabalho muito forte nesse sentido. Mas dizer que a posição da população é a mesma de há 6 anos atrás, é violentar o povo de Milheirós. Este Projecto-Lei tem outras intenções, e o milheiroense comum gosta e está bem em Santa Maria da Feira” – concluiu.

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