Concelho

“Ronaldos” da Barbearia à conquista do Mundo

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Dupla de Argoncilhe representará as cores nacionais em Paris já na próxima semana

São pai e filho, barbeiros, e é na Barbearia Moderna, em Argoncilhe, que todos os dias fazem magia de tesoura em punho. Jorge Pereira e Amadeu Pereira são dois dos quatro barbeiros portugueses que seguem para Paris já nos próximos dias 9 e10 de Setembro, para representar a Selecção Nacional de Cabeleireiros e fazer frente a cerca de 30 outros países no Campeonato do Mundo, sob a alçada do Núcleo Nacional da Arte em Cabelos (NNAC), sediado em S. João da Madeira.
A responsabilidade e os nervos da ocasião não são estranhos para a Barbearia Moderna. Ao longo de 2018, o espaço argoncilhense foi já premiado em várias categorias, com Jorge Pereira a conquistar o prémio de Melhor Barbeiro da Península Ibérica. Agora, os limites deixam de se estender exclusivamente a terras de “nuestroshermanos”, e é em França que se irá disputar a premiação dos melhores cabeleireiros do Mundo. “Tem sido um ano em grande para a Barbearia Moderna. Tanto o ano passado como este ano, temos participado em vários concursos e conquistado lugares de topo. Melhor mesmo, só com a conquista do Campeonato do Mundo” – afirma o barbeiro.
A ambição não conhece horizontes, nem pode conhecer, quando a fasquia está colocada num patamar tão superior. Mas não há fama sem suor, e é no trabalho constante que se encontra a chave do sucesso. “O segredo para chegar até aqui foi sempre muito trabalho, dentro e fora da barbearia, acompanhado por muita pesquisa. Queremos saber cada vez mais e fazemos por isso, para que consigamos enfrentar os desafios que vão sendo colocados à nossa frente” – considera Jorge Pereira. Assim, Argoncilhe é apenas o ponto de partida para o barco do Mundo, e é nesse cantinho, no concelho de Santa Maria da Feira, que se formaram as estrelas que agora se apresentam perante os jurados. “Partir deste cantinho de Portugal, que é Argoncilhe, para o resto do Mundo, prova que não são os lugares que fazem os profissionais. Quem domina a arte pode estar em qualquer parte do Mundo, desde que reúna as competências necessárias para participar numa competição deste nível. O principal, claro, é sempre a corrida atrás de um sonho, através de muito treino e dedicação, porque este reconhecimento não ‘cai do céu’” – revela Jorge Pereira.

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