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Situação da Escola Coelho e Castro acarga preocupações

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As deslocações realizadas a pé pelos alunos até aos pavilhões e piscinas municipais, fora da escola, para a prática de Educação Física têm levantdo preocupações junto dos responsáveis pelos alunos

 

 

As turmas da Escola Coelho e Castro, em Fiães, estão a deslocar-se a pé para outras instalações, fora do recinto escolar, de modo a poderem praticar Educação Física, uma vez que o pavilhão da Escola não reúne as condições necessárias para a prática da atividade letiva. Mais se informa que uma sessão de esclarecimento foi agendada entre os encarregados de educação e a direção da escola, antes das obras se iniciarem. Nesta mesma reunião questionou-se a autorização para o percurso a pé e ficou decidido, segundo o vereador das Obras Municipais, António Topa Gomes, que “as aulas seriam dadas nas piscinas e pavilhões cedidos pela Câmara e que o mesmo não prejudicaria a avaliação dos alunos.” Os pais que não autorizaram os seus educandos nesta deslocação pedonal, a avaliação aos alunos seria realizada através da componente teórica da disciplina.

O encarregado de educação, Ângelo Cardoso, em declarações ao Jornal N, considera que “o caso está a ser muito mal gerido e não foi solicitado nenhum autocarro por não haver verbas.” Mais acrescenta que a direção da escola recusou falar com ele e que “está em causa a segurança destas crianças que as coloca em risco, devido ao percurso perigoso que nem passeios têm”. Coloca a questão relativamente ao que irá ser feito e que “estão em expetativa as respostas das entidades responsáveis”, assim como o futuro do seu educando: “O meu filho precisa desta nota para a média para entrar na faculdade e, no momento, não temos certezas de nada”. Conclui que “mesmo as instalações nas piscinas e nos pavilhões não são as melhores para a prática desportiva em que se utilize uma bola, por exemplo” e “Dá a entender que toda a situação foi resolvida em cima do joelho”.

O Jornal N entrou ainda em contacto com a Direção da Escola Coelho e Castro sobre o assunto, ao que António Pedro Lima, diretor da escola, limitou-se a responder: “Sobre o assunto não tenho nada a comentar, a nota de esclarecimento já foi dada à Associação de Pais e aos pais.”

O vereador das Obras Municipais, António Topa Gomes, relativamente a quem se atribuirá a responsabilidade caso alguma sinistralidade aconteça com um aluno afirma que: “Dependerá do tipo de acidente, primeiro. Segundo, trata-se duma atividade letiva, por isso, existe um seguro escolar, desde que se informe ao encarregado de educação como se procederá a mesma.” Questionado sobre que tipo de intervenção a Câmara Municipal poderá dar à ocorrência, afirma que “A Escola Coelho e Castro não é uma escola pertencente à Câmara e, assim, o Estado deveria resolver isso. No entanto, temos facilitado e prestado ajuda através da disponibilidade dos espaços”.

 

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