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Trinta anos depois, a rádio ganha segunda vida no Colégio de Lamas

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No final do mês de Abril, o Colégio de Lamas trouxe de novo à vida a rádio, que estava parada já há mais de 30 anos, numa iniciativa que partiu da Associação de Estudantes e contou, desde o início, com o apoio da Direcção da instituição e do corpo docente. Chegou a hora de pôr mãos à obra, limpar o pó da mesa de mistura e afinar as colunas que já se encontravam instaladas, espalhadas pelos edifícios do Colégio, e por onde, há 30 anos atrás, se ouvia o som da campainha de entrada. Durante a emissão, há espaço para todos: desde playlists organizadas pelos locutores, a divulgação de eventos e dedicatórias, foi dada uma segunda oportunidade à rádio, e o projecto, garantem, “veio para ficar”.

A ideia acaba por surgir na candidatura feita à Associação de Estudantes. Depois de discutirem a reactivação da rádio com a direcção, foi dada “luz verde” aos estudantes para avançarem com o projecto. É numa pequena sala, instalada no edifício do Museu, que partilha paredes com o Colégio, que a magia acontece. As jovens vozes tomam conta da emissão, que acontece no maior intervalo da manhã, durante 15 minutos, e há uma janela de onde se vêem os colegas, que vão convivendo e dançando ao som das ondas radiofónicas. Para as locutoras Pilar Ventura e Maria João Silva, o facto de passarem o intervalo a “trabalhar” não é visto como algo negativo, até porque a rádio parece existir enquadrada numa relação recíproca, que oferece, mas que também permite receber. “A rádio dá-nos algo a nós, mas também o dá às restantes pessoas. Os alunos também se sentem bem ao ver-nos a trabalhar nisto e a dar um pouco mais de cor aos intervalos” – afirma Maria João Silva.

Em termos profissionais, a experiência acaba também por ser valiosa, e quando o gosto pela área existe, a rádio é o alimento para o “bichinho” que Pilar Ventura tenciona seguir no seu percurso académico. “Quero seguir Ciências da Comunicação na faculdade, a rádio surge dentro desta área, e desenvolver este trabalho permite-me ganhar alguma experiência. Gosto muito de falar e interagir com os outros, e a rádio é um veículo para conseguir atingir isso, coloca-me em constante diálogo com as pessoas” – explica a locutora. Para as alunas, o mais relevante acaba por ser o “reconhecimento” que têm recebido, não só por parte dos professores, mas também por parte dos restantes colegas.

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