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Visionarium renasce com nova gestão já em 2019

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Joel de Oliveira

 

O Visionarium, situado no Europarque, em Santa Maria da Feira, fechou portas na primeira metade de 2018, e aquele que, durante quase duas décadas, foi um ponto de referência do território feirense, na comunicação, divulgação e implementação de actividades ligadas sobretudo à Ciência, caía. O edifício onde a marca operava foi reconvertido na sede tecnológica da empresa IT Center, num processo arrastado pela recusa da anterior empresa exploradora (Inzisium, que entraria em processo de insolvência) se recusar a abandonar as instalações. Com todo este histórico, o Visionarium ressurge agora pelas mãos de Nuno Moutinho, director da Escolaglobal, e Bruno Borges, director da Aventuresca. Em entrevista, os novos detentores da marca “Visionarium”, e do respectivo espólio, avaliam as implicâncias que os erros de gestão passados poderão ter no presente, não garantindo que a marca se mantenha em Santa Maria da Feira, embora “seja essa a intenção”. A meta apontada é Setembro de 2019, data em que os empresários pretendem que o Visionarium esteja “a funcionar em pleno”, a “acolher escolas e alunos de todo o país” e a interligar a Ciência e a Actividade Física num só espaço, envolvendo também a realização de outros eventos para empresas ou festas de aniversário, numa dinâmica “contínua”.

 

Existe alguma proximidade entre as empresas que representam e a marca Visionarium?

 

Nuno Moutinho (NM) – Já colaboramos com o Visionarium há mais de 10 anos. Iniciamos, aliás, um projecto, que se chamava “Experimentar a Ciência”, onde o Visionarium era o principal parceiro da escola, e planeamos uma série de actividades em conjunto: os técnicos davam formação à nossa equipa pedagógica, e esta realizava várias iniciativas com os alunos.

 

Bruno Borges (BB) – Sim, nós já estávamos a trabalhar com Visionarium há mais de 5 anos, em tudo o que envolvesse actividades de desporto, aventura, nos jardins e espaços exteriores, como um  complemento à parte científica. Já andamos há algum tempo a “namorar” a marca, e encontramos na Escolaglobal um parceiro que pensava da mesma forma.

 

Quais são os valores do investimento?

 

NM – Os valores ficam entre as partes. Aquilo que podemos dizer é que abordamos a Associação Empresarial de Portugal (AEP), fizemos uma proposta conjunta, entre o Colégio das Terras de Santa Maria e a Aventuresca, que adquiriram em conjunto, 50% em cada uma das partes, quer a marca, quer todo o espólio, equipamentos, materiais, e os Visiokids… Quisemos ficar com tudo o que diz respeito à marca.

 

Olhando ao histórico no campo da gestão da marca, não tiveram receio em abraçar este projecto?

 

NM – Da minha parte, não existiu qualquer medo. Conhecia bem o trabalho de qualidade que era feito no Visionarium. O facto de existir um edifício que implicava custos fixos muito fortes para a empresa acabou por dificultar a própria actividade. O trabalho que a marca elaborou na comunicação da Ciência ao longo dos anos foi uma garantia de que o nome ainda hoje tem relevo e valor. O facto de se libertar do edifício onde estava anteriormente localizado poderá ser uma vantagem relevante. Podemos pegar em todo o trabalho que foi feito e, sem amarras, conseguir manter o conceito e fazer-lhe um “upgrade”, já que está muito preso a uma exposição fixa que lá existia.

 

BB – Da minha parte, tenho a certeza absoluta que não é um mau negócio. Conheci bem o Visionarium, trabalhamos de perto com a marca nos últimos anos, e na minha opinião o que sempre existiu na marca foi má gestão. O Visionarium nunca foi olhado como uma empresa, ou como um Museu. O Visionarium, neste momento, é um excelente desafio para abraçarmos. A marca foi excelente durante os seus primeiros 4 anos, nos quais fui cliente, ainda enquanto adolescente, e cheguei a viajar através da instituição para França. O Visionarium teve o seu auge, e não teve pessoas capazes de o manter nesse patamar. Estamos a estudar um novo local, o nosso objectivo número um é que seja em Santa Maria da Feira, e queremos um local igual ou melhor do que o actual, o que não é fácil, e será o grande desafio da fase inicial. Os investimentos têm de ser pensados e a Aventuresca nunca fez um investimento errado, assim como a Escolaglobal. Não queremos que o Visionarium seja uma salinha, mas sim um ponto de referência.

 

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