Concelho

Zona industrial de Lamas … sem saída

 | 
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on Pinterest

No decorrer da passada semana, após contacto de um dos seus leitores, o Jornal N visitou a Rua do Alto do Picão, em Santa Maria de Lamas. No cimo do arruamento descrito, está situado o Cincork – Centro de Formação Profissional da Indústria da Cortiça e, cerca de 100 metros acima da instituição de ensino, o pavimento deixa de ser em betuminoso, e passa a ser um caminho… de terra. Segundo o queixoso, esta é uma situação que se arrasta “já há mais de 30 anos”. “Isto está assim há mais 30 anos, por falta de vontade política. Tem aqui uma estação de tratamento de águas a meio do caminho, cujos veículos têm de dar a volta ao quarteirão para aceder à rotunda que dá acesso à Zona Industrial do Casalinho, em Lourosa, quando poderia facilmente aceder por esta via se este arruamento estivesse cuidado e pavimentado” – afirma. Para além de não estar pavimentado, o trilho conta com vários locais onde a lixeira é “notória” e, algures na sua extensão, é possível visualizar os portões de uma estação de tratamento de águas, cuja circulação de veículos acaba também por ser condicionada pelo estado da via. “Estão a tirar camiões de terra daqui para colocar em Rio Meão, no Lusopark, e poderiam aproveitar o manuseamento das máquinas e começar a rasgar aqui também. Não passa aqui um camião, e um carro terá também dificuldades. De Inverno, com as chuvas, é muito difícil transitar neste espaço. Um camião que queira carregar metade aqui e metade em Lourosa, que é algo muito usual hoje em dia, é sujeito a dar uma volta tremenda sem necessidade. Uma zona industrial não se pode tornar num beco sem saída” – considera. “Beco sem saída” porque depois da zona em terra, o caminho “desagua” numa descida, também ela em terra, onde estava pensada a ligação à Zona Industrial do Casalinho. Se de um lado não existe pavimentação, no outro a ligação ainda está por fazer. À entrada, Santa Maria de Lamas, e à saída, Lourosa, quando, no fundo, é “um caminho que não leva a lado nenhum”.

Leia mais na versão impresa do Jornal N