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Cristiano Santos, cabeça de lista da Iniciativa Liberal por Aveiro, em entrevista

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Natural de Santa Maria de Lamas e residente na cidade de Santa Maria da Feira desde o ano de 2015, Cristiano Santos é o candidato que encabeça a lista apresentada pela Iniciativa Liberal pelo distrito de Aveiro. Em entrevista, o responsável atenta no distrito, e reconhece a Saúde, a Indústria e um Turismo como algumas das áreas mais carentes, a nível local. Propõe ainda a implementação da Taxa Única de IRS nos 15%, e espera, no dia 6 de Outubro, conseguir “dobrar” os números alcançados pelo partido no último sufrágio.

Que leitura faz da actual legislatura?

Somos críticos em relação a esta legislatura, e em relação a tudo aquilo que se tem passado em Portugal nos últimos 25 anos. Em 2013 eramos mais ricos que a Eslovénia, e deixamos de o ser; em 2007 eramos mais ricos que a República Checa, e deixamos de o ser; em 2010 eramos mais ricos que Malta, e deixamos de o ser. Nesta legislatura, fomos ultrapassados pela Estónia, pela Eslováquia e pela Lituânia, e não ultrapassamos ninguém. Aliás, perspetiva-se que, no próximo ano, sejamos ultrapassados pela Polónia e pela Hungria. Por tudo isto, o balanço daquilo que tem sido feito em Portugal só pode ser francamente negativo. Caminhamos, de forma contundente, para ser o país mais pobre da União Europeia e até da própria Europa.

Como descreveria a actuação da IL no território?

A Iniciativa Liberal (IL) tem poucos meios para chegar às pessoas e à comunicação social. Somos um partido pequeno, e por isso é normal que não nos procurem na mesma medida em que procuram outros partidos. Temos de lutar com as armas que temos, e tentamos chamar à atenção e passar a mensagem ao máximo, apostando em aspectos como os outdoors, onde creio que nos temos destacado, flyers e redes sociais. Podemos estar a inaugurar uma nova forma de fazer política, até porque partidos como o CDS ou o Bloco de Esquerda alteraram a sua forma de comunicar, a tentar fazer algo parecido com aquele que tem sido o trabalho da IL.

Quais são as mais valias que o partido traz ao espectro político nacional?

A IL é o primeiro partido liberal na história de Portugal. O nosso país sempre foi algo avesso ao liberalismo, deixou-se encantar pelo socialismo, tivemos também, durante 40 anos, um corporativismo autoritário. Os resultados têm sido óbvios: Portugal caminha numa onda de empobrecimento geral, comparativamente aos nossos parceiros europeus. Entendo que está na  altura de mudar e de deixar o socialismo de parte. Basta olhar para o que se passa lá fora, e ver as várias políticas liberais que foram abraçadas por determinados países com sucesso. Na minha opinião, a eficácia do liberalismo até deixa de ser uma ideologia, e passa a ser empírica. O sucesso em países como a Holanda, onde o Partido Liberal é o mais relevante desde 1945, a Dinamarca, a Suíça, e até a própria Irlanda. Os portugueses, apesar de votarem muito à esquerda dentro das nossas fronteiras, na hora de emigrar optam por países liberais. Não há maior rótulo de sucesso do que esse.