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Danças do Mundo: Europa, Ásia, África e América visitadas em três horas

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Eram 21h30 de uma noite quente de julho. Quarta – feira. Em pleno centro de Santa Maria da Feira vivia-se o ambiente de uma noite normal. Ou não. Porque nas traseiras do Cineteatro António Lamoso respirava-se cultura. Estávamos em Portugal mas, ali, naquele pequeno pedacinho feirense – o Parque da Pedreira das Penas – estavam representadas seis nações diferentes.
O “escuro como breu” da noite foi substituído por um imenso mar de luzes que, refletidas no lago, conferiam à cerimónia de abertura da 40ª edição do Danças do Mundo um ambiente místico.
“O que é aquilo”? Perguntava um popular que passava à entrada, desconhecendo o imenso mundo cultural que se vivenciava.
Passada a ponte e observa-se o cenário. Na frente imensas cadeiras adornadas com laços brancos que, pelas nove e trinta de quarta – feira já se encontravam todas preenchidas pois os lugares sentados, esses, foram poucos para todos aqueles que queriam “beber” da cultura “folclórica” transmitida pelos diversos países que subiriam a palco.
A cerimónia iniciou com fado. Talvez por ser português. Talvez para transmitir a todas as outras nações presentes o que Portugal tem de bom. Com a bandeira de Portugal em haste e com os xailes em riste o Grupo Folclórico das Terras da Feira, de Argoncilhe, mostrou aos presentes como é feita a abertura de uma gala deste calibre.
Depois vieram as atuações “propriamente ditas”. O primeiro país convidado a pisar o palco veio diretamente do ocidente. Foi o primeiro país a adquirir a democracia na Europa e a sua capital, Liubliana, é a maior cidade do país e concentra um sexto da população eslovena.
Liubliana, em Esloveno, significa “Amada”, tal como a sua performance, depois, viria a ser pelos presentes. Com coreografias vindas de toda a Eslovénia esse facto revela-se nas músicas, trajes e danças apresentadas pelo grupo de dança folclore Tine Rozanc.
Da Europa ocidental passou-se para a Ásia. Da província de Gurajat, na famosa cidade de Surat, chegou a Utkarsh Dance Academy que transmitiu a todos os feirenses, durante a sua atuação, do que é que a Índia é feita.

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