Concelho

Ecologia musical assinalada no Museu de Lamas com “Cortição”

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Oficina de arte, levada a cabo pela equipa técnica do Museu de Santa Maria de Lamas, pretende reutilizar materiais e objetos da indústria corticeira para conceber instrumentos musicais de percurssão

            A par do Dia Mundial da Música, assinalado no passado dia 1 de outubro, terça-feira, o Jornal N entrevistou o técnico do Museu de Lamas responsável pela instalação sonora e ecológica, “Cortição”, para elucidar o propósito da iniciativa aos visitantes do espaço museológico. José Carlos Amorim, natural de São Paio de Oleiros, de 31 anos, é o técnico superior de História de Arte do Museu de Lamas incumbido pelo projeto que a instituição leva a cabo até ao dia 30 de outubro, sendo obrigatória a inscrição prévia para a realização desta oficina.

De onde surgiu a ideia de conceber instrumentos musicais a partir da cortiça?

José Carlos Amorim: Primeiramente, a nossa ideia surgiu para assinalar o Dia Mundial da Música e para que, dentro da nossa coleção, pudesse existir algo relacionado com isso. Partimos da marca identitária do Museu e da nossa região, a indústria transformadora de cortiça, e percebemos que no trabalho da cortiça, seja na retirada da matéria-prima ou nas fábricas, existiam padrões sonoros específicos. A nossa ideia foi usar estes materiais relacionados com a cortiça para, posteriormente, reproduzir esses sons.