Entrevista

Empresário arrifanense Paulo Amorim agraciado pelo Governo francês

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O empresário arrifanense, Paulo Amorim, foi agraciado pelo Governo Francês com a Comenda de Chevaliers Dans L’Ordre Du Mérite Agricole. O Jornal N foi conhecer melhor o actual Administrador Executivo da casa de Vinho do Porto Christie`s que já tinha sido distinguido em 2006, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, por “serviços relevantes prestados à Pátria”.

Trabalha no sector do vinho desde 1981 e, para além de Presidente da Direcção da ANCEVE – Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas e fundador e dirigente da Viniportugal, foi um dos principais responsáveis pelo Estudo Porter, bem como fundador e Presidente do G7, que agrupava sete das maiores empresas de vinhos de Portugal, a Sogrape, Aveleda, Messias, Esporão, Aliança, José Maria da Fonseca e Bacalhôa, organismo responsável por uma grande fatia das exportações de vinhos engarrafados de Portugal, e que abriu portas à penetração dos vinhos portugueses nos mercados internacionais, levando longe o nome de Portugal.

 

Quando começou a sua carreira de empresário?

Comecei a trabalhar no sector do vinho em finais de 1981, há exactamente 36 anos.

 

O que é que o interessou nesta área?

O meu Bisavô materno, João de Pinho e Costa, tinha uma empresa de Vinho do Porto, Valente, Costa & Cia., Lda., tendo vendido a sua quota em 1917, antes da primeira Guerra Mundial, aquando do falecimento da sua esposa, Inês Pinto Leite da Silva, que muito o abalou e reinvestido noutros sectores de actividade, nomeadamente na indústria do calçado, tendo mudado a residência para Carcavelos, Oliveira de Azeméis.

 

Como é que surge o vinho para área de negócio?

Creio que tinha o vinho nos meus genes, pela actividade anterior do meu Bisavô.

 

Qual a importância deste produto na economia portuguesa?

É enorme, empregando uma faixa muito relevante da população, também através da actividade a montante e a jusante, contribuindo assertivamente para o sucesso das exportações portuguesas e levando longe o nome de Portugal. Os vinhos portugueses estão hoje no “top of mind” de muitos especialistas e compradores internacionais, falta-nos agora dar o passo seguinte, transformar esse “good-will” de carinho em mais vendas e ganhar lugar na distribuição, missão extremamente difícil e que exige grande profissionalismo. Os produtores portugueses têm de conseguir colocar de lado aquilo que os desune, concentrando-se no que os une e o espírito de entreajuda nesta empreitada de conquista da distribuição internacional é fundamental.

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