Entrevista

“Mãe é mãe”

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Nem adoptiva, nem biológica, não precisa de nenhum tipo de extensão. “Mãe é mãe”, é assim que Carla Santiago defende o seu estatuto, um novo estatuto de mãe de dois meninos de 12 e cinco anos. Quando conheceu os irmãos, que iam ser seus filhos, podia ser o dia mais feliz da sua vida, mas não foi. Foi quando ouviu da boca de cada um a palavra “mãe” que sentiu que o coração lhe rebentava no peito. E valeu tudo a pena, e não há vocabulário que exprima o enorme orgulho que tem em cada um, nem consegue imaginar o que seria a sua vida sem eles. A música que o mais velho tocou à guitarra, e as risadas que o mais novo lhe arranca são as memórias que traz consigo por agora, certa que cada um tem um passado, mas que o futuro é para viver em família. E esta é a sua.

Como começou a aventura da maternidade com o seu marido Marco Oliveira?

Um ano depois de casarmos decidimos ter filhos, e nessa altura percebemos que não podíamos. Fizemos um tratamento de fertilidade que correu muito, muito, muito mal. Resolvemos nunca mais passar por isso e fizemos uma paragem, um luto, e passados seis anos, decidimos adoptar.

Porque é que levaram tanto tempo?

Queríamos viver a vida de casal. E ser mãe e pai não é uma decisão tomada do dia para a noite. Um processo de adopção é complicadíssimo, tivemos de respirar fundo e pensar…É mesmo isto que eu quero?

Como é que se inicia todo este processo?

Podemos inscrever-nos na nossa área de residência, mas na altura disseram-nos que seria mais fácil deslocarmo-nos directamente a Aveiro. E foi na Segurança social de Aveiro que tratamos de tudo. Primeiro liguei para lá, marquei uma entrevista. Depois há uma sessão de esclarecimento sobre a adopção em conjunto com outros casais, nessa sessão deram-nos toda a documentação para preencher. E fizemos a nossa inscrição. Depois da inscrição há seis meses de prazo de avaliação.

Em que é que consiste essa avaliação?

Temos de lá ir algumas vezes e somos avaliados por um assistente social e um psicólogo. Estas pessoas falam-nos da adopção, na altura achamos aquilo um pouco maçador, mas mais tarde percebemos que faz todo o sentido, e é muito útil. Depois há a visita a casa, para perceber as nossas condições de habitação. E nesse mesmo dia já fomos informados que a nossa candidatura tinha sido aceite, porque pode não ser.

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