Entrevista

Mário Oliveira: “O PS vai ter uma voz e um comando”

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Chegou há 10 anos ao Partido Socialista e foi eleito há duas semanas como líder da Comissão Política Concelhia. Aos 34 anos, Mário Oliveira promete dedicar os próximos dois anos a organizar e a “criar um espírito de solidariedade” no partido, antes de pensar no verdadeiro combate de transformar o PS “numa verdadeira alternativa ao PSD no concelho”.

 

O que é que mudou no PS com a sua eleição para líder da Comissão Política?
Ficamos felizes por ter o privilégio da confiança dos militantes, mas o que nos importa é ter a oportunidade de apresentar o nosso projecto e concretizá-lo. O meu lema de candidatura foi “Por Santa Maria da Feira” e queremos pôr o Partido Socialista ao serviço do concelho e grande parte das medidas e do nosso programa é lançar as bases para que o PS seja encarado como uma verdadeira alternativa de poder para o que é o PSD no concelho. Não me canso de dizer que queremos um PS positivo organizado e respeitado, são esses os nossos três pilares e ficamos muito contentes de termos esta oportunidade.

As duas candidaturas exigiam mudança e queriam um PS diferente, a partir deste momento o partido é diferente?
Sim, por um lado o facto de existirem duas candidaturas que queriam um PS diferente já revela um certo consenso na análise que é feita do partido e aquilo que deve ser. As candidaturas tinham alguns pontos em comum, e foi um processo de discussão de ideias normal e até muito salutar, mas agora vamos trabalhar todos juntos cultivando um novo sentido de solidariedade, uma nova forma de divergir. Não sou adepto do unanimismo, antes pelo contrário, desde que o sentido de solidariedade seja salutar e que as divergências se coloquem nos sítios certos. Contamos com todos, e um dos nossos objectivos é cultivar essa coesão, temos um conjunto de iniciativas preparadas…

Que iniciativas são essas?
Uma coisa é certa, esta campanha acabou por ser positiva porque senti nas bases do partido uma disposição para que se trabalhe de forma mais aberta e inclusiva. O PS tem um legado histórico muito rico e de divergências internas, algumas que foram prolongadas e não muito positivas. Essas marcas ainda existem mas o nosso objectivo é promover uma mudança para que as cicatrizes não se aprofundem. É começar este caminho novo de trás para a frente…

Sente que tem o PS de Santa Maria da Feira consigo…
Sim, sim, umas das coisas que me apercebi ao longo da campanha é que, apesar de tudo, acabo por ser uma personalidade de certa forma consensual dentro do partido. Não existem muitos anticorpos e a minha própria liderança é de um estilo que procura o consenso. Não quer dizer que não seja firme, porque o é. Mas não alimenta clivagens, nessa perspectiva fiquei satisfeito quando me apercebi que as pessoas me viam como uma ponte entre várias facções divergentes. Aliás, na minha lista consegui reunir personalidades que dificilmente estariam juntas, e isso é positivo, o que espero é que esta fase inicial se aprofunde.

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