Entrevista

Paula Alves Silva “saltou” de Lobão para Washington DC

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É jornalista no Banco Mundial, e o seu trabalho foca sobretudo as alterações climáticas, mas
acompanha a realidade do concelho atentamente. Nos tempos livres, Paula Alves Silva dá a
conhecer o mundo e as suas viagens no Blog “Eating The World” que esteve na corrida aos
Bloggers World Awards da Momondo, em 2017. O Jornal N quis conhecer melhor a “feirense”
que leva o nome do concelho aos quatro cantos do mundo. Texto: Mónica Nascimento.

De onde é que é natural e onde é que morava em Santa Maria da Feira?
Sou de Lobão e encontrava-me aí antes de ir para os EUA.

Qual a escola que mais a marcou?
Cada etapa é um percurso marcante. Foi em Lobão e em Fiães, de formas muitos distintas,
porque são espaços que nos ajudam a crescer e que nos moldam enquanto pessoa. E os
professores são pilares desse crescimento, são segundos pais que nos direccionam o olhar, que
nos ajudam a descobrir o passo seguinte e acho que consigo encher uma mão de nomes que
foram guias essenciais na minha vida. Alguns desses foram depois professores de muitos dos
meus sobrinhos, o que permite que nunca desapareçam da minha vida. Não consigo nomear
apenas um e, isso, parece-me, é algo muito positivo.

Como é que caracteriza a identidade do concelho se o tivesse que descrever?
Santa Maria da Feira é cada vez mais um concelho activo, culturalmente líder e determinado,
um concelho capaz de se adaptar, que sabe encontrar oportunidades no mercado e trazê-las
para os feirenses. Mas é também um concelho que precisa olhar para fora do centro e que
necessita, com alguma urgência, diria, de encontrar formas de atrair a população jovem a
enraizar-se nas suas terras.

Quando é que decidiu ser jornalista?
Ver e ler notícias sempre foi um hábito muito forte e presente na minha casa. E acredito que
esse tenha sido um factor determinante. O meu pai sempre se sentou diariamente a ler o
jornal e o telejornal sempre foi algo ‘obrigatório’. Para mim era e continua a ser um grande
prazer. Mas foi no momento em que visitei a primeira redacção que soube que queria ser
jornalista. Atraiu-me tremendamente poder estar no acontecimento, o poder contactar com
pessoas distintas todos os dias, o ver e o contar seja num texto, num vídeo ou através de uma
fotografia. É um trabalho que tem impacto e que tem poder – sobretudo de mudança – e isso

fascina-me imensamente. Creio mesmo que não há profissão mais bela, mas isso todos
diremos, espero, sobre a nossa profissão.

Como é que surgiu a oportunidade de ir para os EUA?
Eu cheguei a Washington D.C. através do programa INOV Contacto, um programa liderado pela
AICEP que envia anualmente centenas de jovens para o estrangeiro. Após o processo de
selecção é realizado um matching entre cada jovem e as empresas parceiras do programa,
sendo que cada pessoa tem apenas conhecimento do seu destino e da empresa onde
trabalhará depois de concluído todo o processo. Foi dessa forma que acabei no Banco Mundial
em Washington DC.

A sua família apoiou a sua decisão?
Obviamente a distância foi-lhes difícil de assimilar. E, portanto, inicialmente os mais de 5 mil
quilómetros de separação foram complicados, mas sempre foram perceptíveis as vantagens
profissionais e pessoais de trabalhar numa empresa internacional e de estar na capital
americana. Como é notório, o apoio familiar é um pilar essencial para quem parte. Felizmente
eu tenho agora a oportunidade de vir várias vezes a Portugal e de colmatar esses quilómetros.

Neste momento trabalha no Banco Mundial, quais as áreas que desenvolve no seu trabalho?
Eu encontro-me neste momento a trabalhar como jornalista no programa Connect4Climate,
do Banco Mundial, um projecto dedicado às alterações climáticas. Para além de coordenar as
redes sociais, produzo artigos para o site, conteúdo multimédia, entrevistas online, entre
outras tarefas. É, de facto, um trabalho muito polivalente.

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