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Pigeiros: Independência chega à Assembleia da República

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Na passada terça-feira, 9 de Outubro, a discussão em torno da Independência da freguesia de Pigeiros chegou à Comissão do Poder Local, na Assembleia da República. Em forma de balanço António Cardoso, líder da iniciativa, adjectiva a reunião como “esclarecedora”. “Conseguimos apresentar todos os nossos argumentos, e mereceram a melhor atenção dos deputados, que reconheceram que existiriam casos mal resolvidos, e que as reivindicações que colocamos são justas. Todas elas têm a ver com prejuízos sentidos no quotidiano das pessoas, e também com a falta de representatividade que os eleitores que passaram a sentir. As pessoas não estão representadas nos órgãos autárquicos, e isso acaba por prejudicar o poder reivindicativo das populações, os seus anseios e as suas insatisfações. Isto distancia o eleitor do eleito” – afirma.
Entre os vários argumentos apresentados pelos pigeirenses, está a aglomeração de duas freguesias que “nada” têm em comum, o que torna “difícil” a gestão conjunta. “Foi também explicado que a aglomeração de duas freguesias que têm pouco em comum leva a que se torne difícil fazer uma gestão conjunta. Aliás recentemente, numa assembleia de freguesia, o presidente da junta reconheceu isso mesmo: acaba por ser não só muito trabalho, mas também projectos muito distintos entre si. Uma delas é uma vila termal, tem projectos de desenvolvimento para o turismo (Caldas de S. Jorge) e a outra (Pigeiros) é mais voltada para o desenvolvimento através da indústria, através do PERM. Tudo isto está também relacionado com questões sociológicas de deslocação das pessoas: a maioria das pessoas de Pigeiros faz a sua vida a Sul, nos lugares de Milheirós de Poiares, Arrifana, São João da Madeira e Santa Maria da Feira. Acabam por não apresentar ligações ao Norte e, no caso particular, a Caldas de S. Jorge” – considera António Cardoso.
Outro dos argumentos apresentados vai de encontro ao “poder reinvindicativo” das populações. António Cardoso acredita que a agregação foi “mal sucedida”, destacando vários serviços como justificação. “A nível da saúde, as pessoas encontram o Centro de Saúde em Milheirós de Poiares. A nível da educação, o Agrupamento de Escolas EB 2/3 é em Arrifana e Milheirós de Poiares, em que os projectos educativos são desenvolvidos em complementaridade com a EB1 e com o Jardim de Infância de Pigeiros, ao qual estão agregados. Nada se retrata com Caldas de S. Jorge. Pigeiros teve, no passado, um projecto desportivo muito voltado para os trabalhadores. Chegou a ser, no país, o único clube, desta dimensão desportiva, que foi quatro vezes campeão nacional. Neste momento, o futebol em Pigeiros está ‘ao deus dará’, está ‘à sua sorte’”- aponta o representante.

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