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R. Câmara: PAPC para 2019 aprovado sem consenso

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Executivo permanente defende que PAPC tem tido “número crescente” de participações. Partido Socialista aponta que a iniciativa “não responde” às necessidades do movimento associativo.

Na passada segunda-feira, dia 28 de Janeiro, o Executivo Municipal voltou a juntar-se, em contexto de Reunião de Câmara, com a discussão a girar em torno de vários campos: do Associativismo à Cultura, passando pela Educação e ainda pela Gestão Financeira. Um dos temas centrais de conversa, incluído na Ordem do Dia proposta, disse respeito à aprovação da lista definitiva dos apoios circunscritos no Programa de Apoio a Projectos Culturais (PAPC) para o ano de 2019. Debateram-se argumentos: se por um lado o Executivo Permanente, pela voz do Vereador da Cultura, Gil Ferreira, afirma que a dotação tem sido “cada vez mais forte”, em sentido “crescente”, assim como o número de participações, por outro lado o Partido Socialista, na pessoa da vereadora Lia Ferreira, acusou o Programa de “falta de visão estratégica”. Esgrimiram-se argumentos, e a votação resultou na aprovação do ponto sem unanimidade, contanto com a abstenção do PS.

O PAPC vai já na sua quinta edição, e visa ser um instrumento de apoio à produção cultural associativa e à integração dos projetos culturais do tecido associativo local na oferta cultural municipal, numa lógica de descentralização e desconcentração das ações e, sobretudo, do acesso às atividades culturais pelas comunidades. Na sua intervenção relativa ao tópico, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Gil Ferreira, fez saber que para 2019 foram contempladas 27 associações, de 32 concorrentes. Uma taxa de apoio que o autarca classificou como “muito francamente positiva”. Para o ano corrente, e destinados a suportar aos 39 projectos contemplados,  o Município de Santa Maria da Feira tem reservados 165.321,47 mil euros, valor superior em mais de 60 mil euros à dotação que o programa reconheceu no seu arranque, em 2015 (101.926,23 mil euros). O montante justifica-se no “sentido estratégico que é necessário atribuir aos dinheiros públicos” – afirmou Gil Ferreira. No entanto, as afirmações do autarca não encontraram concordância do lado Socialista.

 

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