Local

R. Câmara: Relatório de Contas de 2018 não reúne consenso

 | 

Executivo Permanente considera que o ano transacto foi de “conquista” das “grandes metas” propostas. Oposição alega que o documento se traduz em “muita parra e pouca uva”

 

Joel de Oliveira

 

Na passada segunda-feira, o Executivo Municipal voltou a juntar-se, numa reunião extraordinária que trazia para cima da mesa tópicos como a Prestação de Contas do Município referente ao ano de 2018, a Revisão Orçamental, a Alteração do Mapa de Pessoal para 2019 e ainda o Relatório e Contas do ano transacto respeitante à Empresa Municipal Feira Viva – Cultura e Desporto. O discurso introdutório à discussão da Prestação de Contas do Município no ano de 2018 foi conduzido pelo Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa. Na sua primeira intervenção, o edil ressalvou que 2018 teria sido um ano de “conquista” de “grandes metas” às quais o Executivo Permanente se tinha proposto, tendo sido um período revelador do “bom desempenho” concelhio. Em 2018, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira viu a sua dívida global baixar em cerca de 5,5 milhões de euros, e o investimento global a sofrer um aumento de cerca de 2 milhões de euros. Todos estes são factores que continuam a fazer com que Emídio Sousa pretenda “um território cada vez mais competitivo pelas competências, e cada vez mais internacionalizado”. “A palavra ‘internacionalização’ tem sido uma presença constante neste nosso caminho. Somos um dos melhores municípios a nível nacional no campo financeiro, sem pagamentos em atraso. Há 6 anos tínhamos uma dívida de cerca de 60 milhões de euros, e actualmente estamos nos 20 milhões. O que pretendemos é que Santa Maria da Feira  seja um espaço bom para se viver, trabalhar ou estudar” – enunciou o edil, na sua nota inicial. Emídio Sousa relembrou ainda vários investimentos, requalificações, obras ou reconhecimentos obtidos pelo Município ao longo de 2018, como “a Requalificação da Quinta do Castelo, das Áreas de Reabilitação Urbanas (ARUS), o título de 5ª Capital da Cultura do Eixo Atlântico” e ainda “várias actividades culturais descentralizadoras”, e um “aumento no número de dormidas” a nível concelhio. Relembrando o passado sem descurar o presente, o Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira ressalvou também vários investimentos e projectos alinhados para 2019, dos quais são exemplo o arranque da 7ª fase de pavimentação (serão 60 km em pavimentações, e poderá arrancar “já no próximo mês”, sendo que a empreitada “já se encontra adjudicada”), o “Novo Arquivo Municipal”, a Requalificação das zonas centrais de Lourosa e Fiães e o Pavilhão Desportivo de Mozelos. “2018 foi o ano em que consolidamos o nosso bom desempenho financeiro, numa permanente ligação aos principais mercados e à diáspora” – concluiu Emídio Sousa. O documento acabaria por ser aprovado pela maioria do Executivo Permanente, tenso sido chumbado pela vereação socialista.

 

Leia mais na edição impressa do Jornal N.