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Cannabis: “Não queremos que o preconceito contamine o debate”

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No dia 11 de Janeiro o Bloco de Esquerda e o PAN apresentaram projectos-lei para a legalização da cannabis para fins terapêuticos que vão baixar à discussão em comissão de especialidade. Moisés Ferreira, deputado da Assembleia Municipal pelo Bloco de Esquerda em Santa Maria da Feira e deputado eleito por Aveiro na Assembleia da República, é um dos responsáveis pela proposta de lei.
O deputado do BE mantém a esperança de fazer passar a lei e explicou ao Jornal N porque é que é importante legalizar a cannabis para fins medicinais. “Não queremos que o preconceito pudesse contaminar o debate. Porque é que propomos a legalização para fins medicinais? Porque há evidência científica na sua aplicação para fins medicinais, principalmente desde que a ciência descobriu os canabinoides endógenos, ou seja há uns anos atrás a ciência descobriu que o próprio corpo humano produz canabinoides naturais, e que esse sistema tem várias funções na regulação no nosso organismo. A partir daí, sabemos que a administração externa pode também ajudar na regulação do nosso organismo e ter bastantes benefícios do ponto de vista medicinal”- explica o deputado.
As áreas da saúde que podem beneficiar deste tipo de tratamento são várias, e Moisés Ferreira dá alguns exemplos: “a cannabis é eficaz em tratamentos complementares a tratamentos oncológicos, já que um dos principais problemas dos tratamentos oncológicos como a quimioterapia, são os seus efeitos secundários. Os doentes ficam com vómitos, tonturas falta de apetite, alterações no sono, alguns efeitos psicológicos como a depressão, entre outros. Sabe-se que a cannabis tem um bom desempenho no tratamento destes sintomas. A ser legalizado este é um bom tratamento complementar aos tratamentos oncológicos” – defende.

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