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Assembleia concorrida e com especial interesse nos animais

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Assembleia reunida em torno da proteção animal

Na passada sexta-feira, a Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira voltou a ocupar o auditório da Biblioteca Municipal, numa sessão onde não só as vozes de vários eleitos, mas também as do público, se levantaram a favor do bem-estar animal. O ponto de discussão previsto na Ordem do Dia foi introduzido pelo Bloco de Esquerda, que considerou “urgente” o “reforço das políticas públicas” referentes aos seres de quatro patas, chegando mesmo a afirmar que o Município de Santa Maria da Feira “não tem dado comprimento às suas obrigações em matéria dos direitos dos animais”. Por estas razões, os bloquistas apresentaram um conjunto de propostas que não encontrou ecos de concordância nem nos eleitos municipais do PSD, nem no próprio Presidente da Câmara. Emídio Sousa firmou a posição do executivo em relação à temática, reiterando que a política em curso é de cariz “intermunicipal”, em estreita coordenação com o Canil e com várias associações locais.

Uma “resposta” para o flagelo

Era o último ponto da Ordem do Dia, mas rapidamente se tornou no foco central da Assembleia. Dando tom à sabedoria popular de que “os últimos são os primeiros”, o bem-estar animal assumiu a linha da frente da discussão, e foi introduzido por Salomé Ventura, eleita pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal, ao apresentar um documento que, entre várias premissas, propunha ao executivo a criação de um Regulamento Municipal para o Bem-Estar Animal. Neste regulamento estariam previstas várias medidas, como a restrição do abate de animais, a garantia de esterilização de todos os animais abandonados no canil, a realização de programas CED (Captura, Esterilização e Devolução) e a criação de um posto móvel para tratamento de cães e gatos. Para além disto, o reforço do apoio às associações do município, que acabam por “fazer o trabalho que é da responsabilidade da Câmara, mas que a Câmara não faz” – referiu o BE. O Partido Socialista acompanhou as recomendações dos bloquistas, referindo que “o PSD não é sensível ao tema”, mas que, mesmo assim, a discussão se tornaria “necessária” para “trazer a Feira para o século XXI”. A resposta dos sociais-democratas chegou na voz de Emídio Sousa. O Presidente da Câmara acredita que a salvaguarda dos animais deverá ser “um princípio de cada cidadão”. “O município abraça este novo paradigma, reconhecemos as dificuldades da acção das associações e é algo a que estamos sensíveis”- garantiu. As declarações não convenceram o BE. Salomé Ventura relembrou declarações de membros do executivo municipal à imprensa, sublinhando a “incoerência” do discurso. “Emídio Sousa disse que o problema era enorme e que o abate teria de ser feito. Isto demonstra uma falta de informação enorme. Os animais continuam a aumentar porque as políticas não funcionam” – disse. No período que antecedeu a votação, Emídio Sousa deu o seu exemplo. “Em Abril de 2017 adoptei dois cães e em Novembro de 2017 adoptei um outro”- referiu o edil. O documento acabaria por ser chumbado.

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