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PS pede “mais gestão” para a Habitação Social

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No período anterior à Ordem do Dia, o Partido Socialista chamou a atenção para aquela que considera ser “uma questão de fundo”: a Habitação Social. Na apresentação da matéria Margarida Gariso, vereadora socialista, pediu “explicações” relativas à gestão das áreas em análise, como forma de garantir que “quem beneficia, cumpre com as suas obrigações”. “É preciso garantir que quem beneficia da Habitação Social cumpre com as suas obrigações, e quem está a ocupar e já não tem direito deve ser retirado pela Câmara Municipal, pois há muita gente a precisar. Há muita Habitação Social que carece de obras. Visitei o bairro social de Ermilhe, em Mozelos, e notei uma situação que põe em causa a segurança das pessoas. Existe um portão pesado, numa entrada de uma das garagens, há 6 anos, que está seguro por um pau. A canalização não está feita para o exterior, mas sim para o interior da garagem, e cada vez que chove há inundações no local” – afirmou a vereadora. Margarida Gariso deu conta ainda de um outro caso de uma moradora que “só usa a casa aos fins de semana”, e trouxe também para cima da mesa a zona habitacional em São Paio de Oleiros, onde “uma senhora que está emigrada em França tem casa”. “Se a Divisão Social não tem meios para gerir estas situações, alguém terá de o fazer. Existe também um outro morador que ocupa três espaços de garagem. Tudo isto são exemplos, que tornam urgente a intervenção da Câmara Municipal. Será que os moradores que cumprem com as suas obrigações devem ser penalizados pelos outros? Entendemos que não. A Câmara Municipal, enquanto senhorio, deve punir aqueles que não são cumpridores. Pedimos uma intervenção mais proactiva e dinâmica nesta matéria” – concluiu a vereadora. O vereador do pelouro das Obras Municipais, António Topa Gomes, fez saber que a problemática relacionada com o portão da habitação mozelense teria sido comunicado aos serviços municipais “há 15 dias”, e que a Câmara prestará “atenção” à situação. Já Emídio Sousa, Presidente da Câmara Municipal, pediu “cautela” na abordagem do assunto. “Temos uma engenheira que trata de pequenas reparações que vão sendo necessárias, e as queixas de ocupação indevida são resolvidas pelas nossas assistentes sociais. As questões de vizinhança muitas vezes precisam de ser abordadas com cautela, e é certo que os técnicos nesta área fazem um trabalho difícil, mas até agora não temos tido razões de queixa”- concluiu.