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Saber Vestir para a Ocasião

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Guarda – Roupa oficial traja nobres, clero, povo, soldados e até leprosos

A Viagem no tempo não estaria completa sem um retrocesso até aos costumes, aparências e estratos sociais que compunham a sociedade. Só assim a caminhada fica completa: quando a par do saber empírico, se caminha de mãos dadas com as mais diversas formas de ser e estar que caracterizam um determinado período histórico. Conhecer aquilo que os antepassados portugueses vestiam, e recriar esses traços nos trajes que os vários figurantes utilizam.
É esta a função do Guarda-Roupa Oficial da Viagem Medieval, conduzido por Lisete Morais, já desde o ano de 2005. Com uma preocupação colocada sobretudo no trajar dos agentes responsáveis pela animação do evento, o espaço está também aberto a alugueres nos restantes momentos do ano. “O Guarda Roupa é responsável por trajar parte da animação. Existe animação que tem roupas próprias e existe a animação, normalmente associada às associações, que necessita da nossa ajuda. Temos aluguer de fatos também, mas é algo muito pontual, até porque grande parte dos nossos cabides estão sem roupa. Alugamos trajes durante o ano, sim, mas no decurso da Viagem Medieval, só mesmo em situações pontuais” – afirma Lisete Morais, responsável pelo Guarda Roupa.
Assim sendo, com a excepção da altura da Viagem Medieval, em que o Guarda Roupa está aberto num horário específico, nos restantes dias funciona por marcação. Aqui, os fatos enchem as medidas a quem os procura, até porque nenhum estrato social ou profissão é colocado de parte. “Temos aqui representadas as vestes da nobreza, da alta nobreza, onde se inclui o Rei, a Raínha e a corte mais rica. Depois temos também a burguesia, o clero, o povo, temos também os árabes, as ordens militares, os soldados, os saltimbancos, as bruxas, os leprosos e até mesmo os vagabundos. Tentamos abranger toda a tipologia de trajes, até para conseguirmos dar resposta àquelas que são as exigências do evento” – avança. Existem inclusive momentos em que os trajes têm necessidade de ser adaptados, face às características de cada época. Tal aconteceu, conta Lisete Morais, na edição de 2017. “O ano passado tivemos um cortejo da peste, onde tivemos de adaptar as roupas para que os figurantes parecessem pestilentos. Para este ano, a tipologia de trajes enquadra-se na que já cá tínhamos, e não tivemos de fazer grandes adaptações. São figuras mais genéricas” – relata.

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