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Tudo nos “Eixos” para o arranque do Ciclo de Marionetas

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O Eixos – Ciclo de Teatro de Marionetas de Portugal e Galiza, ocupará o Cineteatro António Lamoso entre a próxima quarta-feira (14 de Março) e domingo (18 de Março), reunindo companhias portuguesas e galegas num só palco, para juntas pintarem as tradições e a contemporaneidade do teatro ibérico. Rui Sousa, director artístico do festival e o rosto por detrás das Marionetas da Feira, acredita que o sucesso do evento passará por “derrubar barreiras etárias”, construindo espectáculos para todas as idades, e embora “jogue em casa”, é contido nos prognósticos, sublinhando a “marca” que Santa Maria da Feira representa na Cultura.

As Marionetas da Feira abrem a programação do Eixos. Sente uma responsabilidade acrescida?

O arranque será da responsabilidade das Marionetas da Feira, é certo, mas só não será uma companhia galega a fazê-lo por ser uma programação de tipo semanal, e só estariam disponíveis no fim-de- semana. É claro que se sente uma responsabilidade acrescida por fazer parte do arranque, juntando ainda à responsabilidade que é ser director artístico, e ter que fazer as honras da casa e conduzir uma visita guiada à exposição, que servirá como contexto e para introduzir as pessoas à dinâmica do Eixo.

Para além disso, ainda estão encarregues de um workshop. Qual será a dinâmica?

O workshop que as Marionetas da Feira irão dinamizar serve o propósito do Eixos: dar às pessoas a possibilidade de experimentar todas as valências de uma marioneta. Queremos que os visitantes vejam o processo de construção de ma marioneta e aprendam a manipulá-la. Para além da exposição, teremos ainda um documentário ilucidativo, os espectáculos, e tudo contribui para proporcionar esta experiência. Teremos também uma tertúlia entre marionetistas, aberta ao público.

A junção da realidade portuguesa à da Galiza enriquece o produto em palco?

O encontro entre portugueses e galegos, será, acima de tudo, um encontro de tradições. Os galegos têm também um Teatro de Marionetas emblemático, que nunca foi cruzado directamente com o português. Nunca existiu aquela necessidade de confrontar, de forma saudável, Portugal e a Galiza, porque o espectáculo tradicional deles acaba por descender do nosso. O nosso, o Teatro D. Roberto, ou ‘Teatro dos Robertos’, acaba por servir como ascendente do “Barriga Verde” galego. É claro que todo este cruzamento de identidades e culturas acaba por ser benéfico para todos.

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