Música

Silêncio… que se vai cantar o Fado

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É o primeiro ciclo de Fado do Cineteatro António Lamoso. De 14 a 16 de Setembro, sobem ao palco quatro vozes de quatro gerações distintas para quatro abordagens ao Fado. Mafalda Campos Leite é uma das artistas a representar as cores feirenses e o Jornal N foi conhecê-la melhor…

 

O que pensa da ideia do Ciclo de Fados em Santa Maria da Feira?
Mafalda: É um evento muito importante e inovador. O Cineteatro já chamou alguns artistas, mas normalmente os fadistas vêm à cidade na época das fogaceiras. Criar este ciclo é fantástico até porque pode vir a ser uma tradição. Eu até já tinha apresentado uma proposta à Câmara neste sentido, o David Xavier, que também vai cantar, também já tinha uma proposta, e desta forma o Cineteatro resolve chamar grandes nomes do fado e acarinhar as pessoas da terra com o convite. Acho muito interessante porque o Fado é património imaterial da humanidade e é uma aposta do país e Santa Maria da Feira tem uma casa fabulosa para conseguir dar a conhecer o fado às pessoas.

 

Temos tradição neste género musical no concelho?
Santa Maria da Feira tem imensa gente a cantar Fado, o concelho está cheio de gente jovem e mais velha a cantar e todas as freguesias organizam noites de fado. O problema é que não há casas de fado, as noites do fado aqui são organizadas em cafés e restaurantes, e é pena não haver uma casa de fado característica na terra, especialmente na cidade da Feira. Para além de gente a cantar, também temos pessoas do concelho a tocar, o mais famoso é o Manuel dos Santos, que aliás tocou com a Amália. Também há muitas associações nas freguesias, como o Orfeão, a ACDL, a Casa da Gaia e a Casa Ozanam que organizam noites de fado. Inclusivamente já existiram concursos de fados para amadores, eu já ganhei o segundo lugar num deles. Portanto, a tradição existe.

 

Vai cantar com alguns nomes consagrados do fado, isso deixa-a apreensiva?
Tenho uma experiência de palco enorme, mas não no domínio do Fado. Isto é um concerto que exige responsabilidade, mas também já cantei com a Marisa. Esta experiência deixa-me empolgada e contente, não apreensiva, mas pequenina ao lado de nomes como o Ricardo Reis ou a Celeste Rodrigues, porque são pessoas por quem tenho grande admiração.

 

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