Teatro

Orfeão da Feira apresenta duas noites de Verão com Sonhos Encantados

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O Grupo de Teatro Experimental do Orfeão da Feira traz a cena, nos próximos dias 12 (22h00) e 13 de Maio (17h00), a peça “Sonho de uma noite de Verão”, de William Shakespeare, a estrear em absoluto no palco do Cineteatro António Lamoso. A peça remete a audiência para o universo do imaginário, de uma fantasia que chega sob a voz de fadas, duendes, elfos, reis e rainhas, aglomerando também algumas figuras da mitologia grega. A acção decorre numa floresta próxima de Atenas, que poderia ser qualquer lugar do Mundo, com uma mensagem pautada e apoiada na ideia da metamorfose, da transformação e da mudança, juntando todos os ingredientes necessários para o sucesso da comédia romântica shakespeariana.

Para além do contraste entre o plano real e o plano do fantástico, surgem ainda outras contradições, com o desejo e a razão, a sensatez e a loucura, num verdadeiro jogo de antíteses, no qual o público é convidado a mergulhar e a envolver-se. Com a duração estimada de uma hora e quarenta e cinco minutos, e destinada a todas as faixas etárias, a interpretação promete manter os olhos retidos na teatralidade dos gestos e no universo complexo das palavras ecoadas. O Jornal N acompanhou um dos ensaios do Grupo de Teatro do Orfeão e esteve à conversa com Maria do Carmo Sousa, Encenadora da peça, para descobrir todos os pormenores e cantos do mundo da magia e dos sonhos.

“Sonho de uma Noite de Verão”. Porquê a escolha desta obra shakespeariana?

É a peça do Shakespeare mais vezes representada mundialmente, é extremamente cómica. Se fizermos uma leitura da história é algo confusa de se perceber, mas depois de estar montada  e encenada é bem mais simples para quem tem o primeiro contacto.

Quais são os pilares e as principais características desta peça?

Esta peça é extremamente dinâmica, com vários grupos de personagens. Temos o grupo das fadas, com a sua raínha e o rei, temos também um duque e uma duquesa que vão casar, com mais quatro personagens nobres, e um grupo de actores amadores, que são a parte mais cómica da história. Esta peça fala sobre a metamorfose, a transformação do amor, numa única noite. Temos dois casais que se apaixonam e mudam de parceiros numa noite, voltando depois aos parceiros iniciais. É algo confuso, muitas vezes à semelhança daquilo que acontece no amor, sobre tudo mais juvenil, que está em constante mutação.

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