“Temos um número cada vez maior de jovens formados no Fiães a jogar na equipa sénior”

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José Ribeiro é o presidente do Fiães SC. Em entrevista ao Jornal N, o dirigente faz o balanço da época 19/20, fala sobre a perspetiva de um novo campo sintético e sobre a fase em que estão as obras dos balneários.

A época fica marcada pela presença de dois treinadores. Acha que a mudança de treinadores foi necessária?

Quando se muda de treinador é porque as coisas não estão bem. Se tivéssemos satisfeitos com o trabalho da anterior equipa técnica não a teríamos destituído. Fizemos a mudança e, penso que a equipa melhorou bastante, a nível físico e em vários aspetos gerais de jogo. E os resultados conseguidos são a prova disso.

Acha que se a época tivesse continuado e não tivesse existido este problema, a equipa sénior do Fiães teria alcançado lugares mais acima na tabela classificativa?

Eventualmente. A partir do momento em que mudamos de treinador, a equipa melhorou bastante em termos de qualidade e, era natural que os resultados positivos fossem acabando por surgir. Mas o nosso objetivo era não passarmos o que passamos na época passada e esse objetivo estava a ser conseguido.

Qual o balanço que faz relativo a época 19/20?

Foi uma época que não chegou ao fim devido à pandemia do coronavírus. As nossas expectativas eram não descer de divisão e garantir a manutenção. Basicamente o nosso objetivo foi conseguido.

Para a época 20/21 já foi apresentado um novo treinador. Qual foi a razão que o levou a escolher um novo treinador?

A maior razão é a aposta na juventude. É um treinador que tem um passado ligado à formação, não tem receio de arriscar na juventude e, por aí apostamos nele. Acabamos por alterar um pouco o paradigma e apostar em jovens, que tenham vontade de singrar no futebol e fazer carreira. E, nesse sentido, achamos que a melhor aposta para a equipa sénior é o treinador Pedro Alves.

O que se pode esperar do Fiães na próxima temporada?

Acima de tudo aquilo que queremos fazer é um campeonato tranquilo e apresentar bom futebol, que seja do agrado dos sócios. Não existem expectativas de subida. O ADN do Fiães é a formação e a aposta passa por aí. Temos um número cada vez maior de jovens formados no Fiães a jogar na equipa sénior e sentimo-nos muito bem com essa aposta.

Neste momento, como se encontra o clube a nível financeiro?

Neste momento o clube encontra-se com a atividade toda suspensa. Havia uma série de receitas que tínhamos expectativas de segurar. Mas com toda esta situação, os eventos que tínhamos em mente foram cancelados e já não conseguimos obter essa receita. Exemplo desses cancelamentos são o Torneio de Verão e a Viagem Medieval. E, naturalmente que isso vai ter reflexos no futuro, tanto é que vamos reduzir, substancialmente, o orçamento para a próxima época.

Em que ponto está a reformulação dos balneários? Em que é que essas obras contribuíram para o clube?

Estamos a reformular e a fazer uma intervenção nos balneários da formação. Estavam completamente obsoletos e precisavam de uma intervenção. As obras já estão em fase final de conclusão, mas entretanto ficaram suspensas devido ao vírus. Vão ser agora retomadas para que no início da próxima época estejam concluídas. Mas, os balneários são claramente uma mais-valia porque iremos ficar com seis balneários, completamente novos e com todas as condições. Era uma grande falha, que tínhamos ao nível da formação porque os balneários já estavam ultrapassados. Na próxima época, iremos ter todas as condições nos balneários. E, é sempre bom termos condições para que os jovens possam ter vontade em representar o clube.

 Existe algum plano para avançar com as obras para o segundo sintético?

Isso é um assunto que ainda está em estudo. É bastante importante fazermos o novo sintético mas ainda estamos a trabalhar nesse sentido, para ver se é ou não possível. Estamos numa fase de recolher orçamentos, para ver se é viável a construção do segundo sintético porque acaba por ser um investimento avultado. Sozinhos não conseguiremos fazer essa obra. Até porque é uma obra de necessidade extrema que temos, até pelo forte crescimento do futebol feminino. Ainda não há uma decisão definitiva nesse sentido. Vamos tentar recolher apoios para ver se é possível concretizarmos esse “sonho”.