“O Salão Avlis é um espaço agradável, com bom ambiente onde prezo muito o atendimento aos clientes”

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O Salão Avlis localiza-se no Largo da Feira dos Dez, nº 79 em Lourosa. Benjamim Ferreira da Silva, de 75 anos é o proprietário do cabeleireiro de homens. Em entrevista ao Jornal N refere quais as medidas que adotou para a reabertura do espaço, qual o impacto que trouxe o salão estar fechado e deixa uma mensagem à população.

Quando começou a desempenhar a profissão?

Comecei com 15 anos, portanto já estou nesta profissão há 60 anos.

Quando abriu este espaço e como surgiu a ideia para a sua criação?

Aos 15 anos comecei a fazer umas barbas e depois foi em 1969 que me estabeleci por minha conta.

Quantas pessoas colaboram no negócio?

Além de mim, está apenas uma pessoa que vem colaborar comigo algumas horas. Sendo que já houve alturas em que chegamos a ser quatro empregados.

Qual o horário de funcionamento do espaço?

Trabalho de segunda-feira a sábado, das 9h00 às 19h30.

Face ao período em que esteve fechado, qual o impacto que representou no negócio?

Foram sete semanas que estive com as portas do salão fechadas. Ainda antes da ordem, fechei o salão por ser considerado um doente de risco. Foram várias semanas, em que a nível financeiro perdi bastante.

Como descreve a sua relação com os clientes?

Considero que tenho uma boa relação com todos os meus clientes. Antes desta pandemia, o meu espaço era um ponto de encontro entre várias pessoas.

Que medidas de segurança adotou para a reabertura do espaço?

Adotei todas as medidas de segurança impostas pela Direção Geral da Saúde. Todos os clientes devem marcar por telefone. Apenas abro uma exceção, se aparecer algum cliente sem marcação. Se tiver espaço e horário, atendo-o naquele momento. O uso da máscara é obrigatório tanto da parte dos clientes como da parte dos trabalhadores. Existe um dispensador, na entrada do espaço, com álcool gel para que todos os clientes higienizem as mãos antes de se sentarem. Antes desta pandemia, no salão tinha três cadeiras, mas com a reabertura fiquei apenas com duas. Com apenas duas cadeiras, a distância de segurança entre cada cliente e funcionário aumenta. No interior do espaço, só pode permanecer um cliente por cada funcionário. Os restantes têm que aguardar do lado de fora do estabelecimento. De salientar que todos os materiais são desinfetados e esterilizados entre cada cliente.

Mediante este regresso à normalidade, já consegue assinalar uma boa adesão por parte das pessoas?

Sinto que ainda existe algum receio e medo por parte das pessoas em voltar, devido a todas estas exigências adotadas. Mas as pessoas têm que perceber que estas exigências são boas e, deixam-nos a todos com uma maior segurança. Muitas pessoas acabam por não voltar, porque também começaram por cortar ou rapar o cabelo em casa, durante a quarentena e, agora continuam.

Quais são as características que distinguem o seu espaço de outros?

Não me quero estar a comparar a outros espaços porque a vida é de cada um e não gosto de me meter nos negócios que não me pertencem. Consigo apenas dizer as qualidades que o meu salão tem. É um espaço agradável, com bom ambiente onde prezo muito o atendimento aos clientes.

Por fim, que mensagem quer deixar à população?

As pessoas não precisam de ter receio para vir ao salão porque cumprimos e trabalhamos com todas as condições de segurança e higiene. Se por outro lado, as pessoas sentirem algum tipo de sintoma peço que não se desloquem ao salão, porque podem estar a colocar em risco a saúde e a segurança de todos.

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