BE preocupado com trabalhadores da construção civil no concelho

Na passada quinta-feira, dia 7 de Maio, o Grupo Municipal do Bloco de Esquerda de Santa Maria da Feira dirigiu-se ao Presidente da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, alegando que, nas últimas semanas, têm sido “inúmeros” os alertas para as condições de “informalidade e de falta de segurança” que o sector da construção civil tem experienciado – lê-se, em documento. “Na maior parte dos casos, estes trabalhadores continuam a exercer a sua actividade com total ausência de equipamentos de proteção individual e higiene (máscaras, luvas, gel desinfectante), e de garantia da distância física mínima indicada pelas autoridades de saúde, sendo obrigados a trabalhar todos os dias em condições de elevada exposição ao contágio” – afirma o BE.

O setor da construção civil, com cerca de 600 mil trabalhadores, é um sector de actividade onde ainda “abundam” os vínculos precários, os baixos salários e a falta de condições de segurança, saúde e higiene no trabalho – declara o partido. “Com o país a braços com uma crise sanitária, económica e social sem precedentes, importa referir que o Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas (COVID-IREE) divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Banco de Portugal (BP), aponta o setor da Construção e Ac- tividades Imobiliárias como aquele que mantém em funcionamento a maioria das empresas (91%), tendo mesmo havido casos em que foi feita a reivindicação da suspensão das obras, para a salvaguarda da saúde dos trabalhadores, das suas famílias e da população, sem suspensão do pagamento dos salários, tal como aconteceu em outros países europeus, onde este foi o primeiro setor a parar”- lê-se no documento.

Assim, o Grupo Municipal do Bloco de Esquerda questionou quantas obras decorrem, neste momento, relacionadas com equipamentos municipais; se a Autarquia conhece o número de obras a decorrer na cidade; se as empresas municipais estão a acompanhar as condições de segurança, higiene e saúde no trabalho; e ainda de que forma é que a Câmara Municipal pretende assegurar que os trabalhadores do sector não estão a trabalhar em situação de risco face ao Covid-19.