Câmara distribui 300 computadores e ainda precisa de mais 600

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Autarquia aguarda doações para reunir os equipamentos em falta.

A Câmara de Santa Maria da Feira começa esta semana a distribuir 300 computadores com internet por alunos do concelho, mas a autarquia revelou na passada sexta- feira esperar que mais doações ajudem a reunir os 600 que ainda faltam. O objetivo é garantir aos estudantes as condições necessárias para que possam aceder às aulas online durante o terceiro período letivo, que continuará a envolver ensino à distância devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia de covid-19.

Todos os computadores a distribuir pela câmara serão “cedidos a título de empréstimo” até ao final do presente trimestre de aulas, com base numa seleção a cargo dos agrupamentos de escolas do concelho – onde a comunidade educativa envolve cerca de 5.000 alunos, dos quais 800 frequentam o ensino universitário e 4.200 se repartem pelo 1.º ao 12.º ano de escolaridade.

“Comprámos 100 computadores, temos outros 150 que nos foram doados por firmas e empresários individuais e ainda estamos a receber mais alguns. Portanto, na próxima semana serão uns 300 que vamos entregar aos agrupamentos de escolas, para serem distribuídos por quem verdadeiramente precisa deles”, declarou o presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa.

O autarca social-democrata realça, contudo, que “ainda são precisos mais uns 600 computadores para responder a todas as necessidades do concelho, que é muito grande e tem muita gente a estudar”, pelo que doações de material informático “continuarão a ser bem-vindas” – até porque, como nota o presidente da Câmara, o compromisso do Governo de que todos os alunos do país terão computador ou tablet “é só para o início do próximo ano letivo”.

Nos 100 computadores adquiridos pela autarquia, com os respetivos acessórios e capacidade de tráfego de internet, o Município gastou já o que Emídio Sousa situa em “cerca de 100.000 euros”.

Outra medida de apoio à comunidade educativa local é a suspensão dos pagamentos relativos a atividades de enriquecimento curricular e a reavaliação dos valores a cobrar futuramente por essa oferta complementar, sempre mediante solicitação prévia das famílias, para que os preços praticados se ajustem ao real rendimento de que elas auferiram durante o período de confinamento domiciliário motivado pela covid-19. “A Ação Social também deixará de ser decidida com base na declaração de IRS do ano passado e passará a ser definida de acordo com o rendimento dos últimos três meses, porque, mesmo que 2019 tenha sido um ano muito bom para algumas famílias, nesta fase as mesmas pessoas podem estar sem receber salário e a passar dificuldades”, reconheceu Emídio Sousa.