Corticeira Amorim adia decisão sobre pagamento de dividendos para junho

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A Corticeira Amorim adiou para 30 de junho a decisão sobre o pagamento de dividendos aos acionistas, para melhor conhecer os efeitos da pandemia de covid-19 na empresa, revelou o seu presidente, António Rios Amorim. À saída de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o gestor referiu que a assembleia-geral do grupo, marcada para 20 de abril, passou para 30 de junho, tendo em conta a situação atual. Em cima da mesa estava uma proposta de dividendo bruto de 0,185 euros por ação. “Somos uma empresa que se pauta pela prudência financeira e de gestão do balanço”, referiu, garantindo que é necessário “conhecer melhor os impactos do momento”. Por isso, foi decidido adiar a assembleia-geral “para uma fase em que pensamos que já teremos visto o pior”, ou seja, abril e sobretudo maio, para tomar
uma decisão sobre a distribuição de dividendos aos acionistas, depois de conhecer mais informação, indicou António Rios Amorim. “O setor da cortiça não se ressentiu, no primeiro trimestre, desta crise”, salientou o presidente da Corticeira Amorim, realçando que o maior impacto é esperado em maio. António Rios Amorim está atento aos planos de reabertura da economia de grandes mercados do grupo, como França, Espanha, Itália e Estados Unidos. “É para nós fundamental ver a abertura das economias e alguma dinâmica do consumo”, sublinhou, destacando que “o setor do vinho representa 70%” nas vendas de cortiça, algo que é para o gestor preocupante tendo em conta a paragem do canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés).

Ainda assim, está otimista e acredita numa recuperação, garantindo que os “postos de trabalho são para manter” e revelando uma atividade “quase plena” nas unidades industriais, que em maio deve abrandar.

A Corticeira está a produzir para ‘stocks’, uma estratégia que o gestor disse ter como objetivo “maximizar” o negócio, quando houver abertura das economias. É preciso “capitalizar a [nossa] atuação brilhante, para que a imagem de Portugal possa sair reforçada”, afirmou António Rios Amorim.