Covid-19: Feira encerra passadiços e parques para evitar aglomerados de “gente a passear”

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Santa Maria da Feira encerrou hoje os Passadiços de Fiães e outros parques de lazer do concelho, para evitar o que a autarquia define como “gente demais a passear”, situação observada domingo nessa e noutras zonas do país.

Em declarações, o presidente da câmara revelou que constatou pessoalmente esse excesso de afluência nos passadiços do rio Uíma no domingo de manhã, durante a sua habitual caminhada, e afirmou: “Estava realmente gente a mais lá e, mesmo tendo os passadiços uns dois metros de largura, eram demasiadas pessoas a circular e decidi que isto tinha tudo que fechar”.

Emídio Sousa reconhece que a medida vai afetar sobretudo a população mais idosa, que “está muito agarrada aos seus hábitos” e, sem estas atividades mais simples, “como caminhar, jogar uma sueca ou ir ao supermercado, fica sem nada para fazer e se sente ainda mais isolada”.

Referindo que os séniores do concelho “estão tristes e muito assustados”, o autarca diz ter consciência de que “pedir-lhes para ficarem fechados em casa é fazê-los sentirem-se ainda mais sozinhos, porque não têm internet para se entreter, nem televisão por cabo e só sabem usar os telemóveis mais simples”, mas defende que este é um “esforço coletivo para bem de todos e deles próprios”.

O presidente da câmara apelou, por isso, ao apoio das outras gerações nesta fase particularmente difícil para a terceira idade: “Os mais novos têm que se lembrar destes idosos, têm que lhes telefonar, têm que conversar um bocadinho com eles, falar-lhes da varanda, fazer-lhes companhia”.