Europarque poderá ser centro de rastreio com 150 a 300 testes por dia

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O centro de congressos Europarque, em Santa Maria da Feira, foi ontem disponibilizado pela autarquia para funcionar como centro móvel de rastreio à Covid-19, com capacidade estimada para realizar 150 a 300 testes por dia.

Segundo Emídio Sousa, ao qual cabe a gestão do centro de congressos, atualmente esse espaço não está a acolher eventos e apresenta-se, por isso, como “um excelente recurso para este tipo de situação”, dada a sua extensa área e os meios físicos de que dispõe.

“Pode ser usado em formato ‘drive-through’, com as pessoas a circularem de carro mesmo até à entrada dos pavilhões, que estão vazios e podem acomodar todos os profissionais e equipamentos necessários, sem necessidade de se montarem tendas e sempre com grande distância de segurança entre os cidadãos”, revela Emídio Sousa.

Essa possibilidade está agora a ser equacionada com a Administração Regional de Saúde do Norte e reflete uma vontade coletiva da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria”, que integra os concelhos de Feira, Arouca, Espinho, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Vale de Cambra.

Os seis concelhos abrangem uma população na ordem dos 250.000 habitantes, sendo que o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga, com sede no Hospital da Feira e responsável também pelas unidades de Oliveira de Azeméis e São João da Madeira, tem uma área de influência de aproximadamente 350.000 utentes.

Nesse contexto geográfico, Emídio Sousa realçou uma outra vantagem do Europarque: “Também faz fronteira com o concelho de Ovar, que está numa situação muito crítica, com a quarentena geográfica a entrar hoje em vigor, e que, portanto, poderia beneficiar deste apoio aqui tão próximo”.

Numa fase inicial, o centro móvel de rastreios de Covid-19 a instalar na Feira poderia realizar 150 exames por dia e, “uma semana depois, passar para os 300 testes diários”.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180.000 pessoas, das quais mais de 7.000 morreram e 75.000 recuperaram.

O surto começou em dezembro na China, que regista a maioria dos casos, e espalhou-se entretanto por mais de 145 países e territórios. Na Europa há mais 67.000 infetados e pelo menos 2.684 mortos, a maioria dos quais em Itália, Espanha e França.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos. Há ainda a assinalar mais 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardam resultado laboratorial.

Do total de cidadãos infetados em Portugal, três recuperaram.

O país está em estado de alerta desde sexta-feira, tendo o Governo colocado os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.