Ovar prescinde das rendas da habitação social em março e enquanto durar a crise

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O presidente da Câmara Municipal de Ovar anunciou na passada quinta-feira que irá prescindir da cobrança das rendas da habitação social relativas ao mês de março e durante o período em que durar a crise gerada no concelho pela pandemia
de covid-19.
Em causa estão os valores devidos a essa autarquia do distrito de Aveiro pelos 184 inquilinos de apartamentos que são propriedade do município, o que, segundo os serviços camarários, representa um valor global na ordem dos 10.000
euros mensais.
“Vamos isentar do pagamento de rendas todos os inquilinos de Ovar que neste momento estão a ocupar casas da Câmara. Este mês já não vão pagar renda e nos próximos também não, enquanto durar esta situação”, disse Salvador Malheiro.
O autarca defende que essa é uma forma de compensar a população mais carenciada do concelho pela perda de rendimentos resultante do cerco sanitário imposto ao território, que se encontra em estado de calamidade pública desde 17 de março e sujeito a controlo de fronteiras desde o dia 18.
Considerando que essa quarentena geográfica impôs o encerramento de toda a atividade empresarial local que não seja de primeira necessidade e vem impedindo os habitantes afetos a trabalho não essencial de comparecerem ao respetivo
emprego, seja em Ovar ou noutros concelhos, Salvador Malheiro defende: “[Prescindir das rendas] É o mínimo que podemos fazer”.
Ainda nesse contexto, o autarca acrescentou que a Câmara vai igualmente abdicar “de tudo o que é taxas de recolha de resíduos e taxas municipais”, tendo já em análise outras medidas destinadas a atenuar junto de famílias e empresas o impacto económico da quarentena geográfica imposta ao território para controlar a disseminação da doença.